Poderia a Regional Linhas Aéreas ser a nova aérea brasileira?

Em setembro do ano passado, noticiarmos em primeira mão que uma nova aérea regional estava para surgir no Brasil. No dia de ontem, 6 de fevereiro, a ANAC confirmou ao mercado que uma empresa espanhola vai dar entrada no pedido para operar voos no domésticos, seria ela a futura Regional Linhas Aéreas?

CRJ Regional

A Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (ANAC) informou ontem que recebeu os representantes da espanhola Air Nostrum em sua sede para conversar sobre a abertura de uma nova empresa aérea doméstica no Brasil, que vai atuar principalmente no mercado regional.

Segundo informações, a companhia deve iniciar em breve os processos para obter o CHETA – Certificado de Homologação de Empresas Aéreas, e espera voar no Brasil no segundo semestre deste ano.

A Air Nostrum é a principal operadora (tercerizada) de voos regionais da Iberia, e além disso possui uma grande frota de aviões próprios que são alugados através do regime de leasing, inclusive para a boliviana Amaszonas em parceria com a Avmax e o banco Wells Fargo.

Pode ser a Regional Linhas Aéreas?

No entanto, os sócios, a participação e fonte do “funding” ainda não estão claros. Embora a ANAC tenha mencionado apenas a Air Nostrum, acreditamos que podem haver outros sócios no negócio.

Se a empresa for totalmente da Air Nostrum, esta entrada será possível devido à aprovação da capitalização estrngeira de até 100% nas empresas aéreas brasileiras, concedida pelo Congresso Nacional em 2019. Essa nova regra permite que empresários externos invistam e abram companhias aéreas no país sem precisar procurar um parceiro local.

No entanto, pode ser que a empresa espanhola tenha sócios. No ano retrasado, uma empresa de nome Regional Linhas Aéreas Ltda abriu um registro na Junta Comercial de São Paulo (CNPJ 31.800.245/0001-27). A empresa possui um capital social de R$ 500 mil e como sócios um dos antigos donos da NOAR – Nordeste Aviação Regional Linhas Aéreas e um ex-executivo da Amaszonas Bolivia.

Lembremo-nos que a Amaszonas já expressou diversas vezes seu desejo de operar voos regionais no Brasil. Poderia essa ser uma oportunidade.

Possível frota

Caso o assunto avance, e pelo contexto da Air Nostrum, é esperado que a empresa faça uso dos modelos Bombardier CRJ no Brasil, onde nunca operaram domesticamente.

Atualmente, a Air Nostrum conta com 39 jatos Bombardier CRJ e 11 turboélices ATR em sua frota. Rumores do mercado apontam para a operação dos jatos CRJ no Brasil, mas isso está a ser confirmado.

Vamos esperar e ver o que acontece. Nesse momento, tudo está no campo das ideias.

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos

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