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Apesar do cenário, voar no Brasil vem sendo mais barato em 2021 do que antes da pandemia

Aeroporto de Brasília – Imagem ilustrativa: Inframerica

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) destaca nesta terça-feira, 26 de outubro, que a tarifa aérea no acumulado de sete meses de 2021 ainda é menor do que em 2019, antes da pandemia, apesar da pressão nos custos estruturais do setor aéreo, decorrente dos seguidos reajustes no valor do querosene de aviação (QAV) e da alta do dólar.

Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avaliados pela ABEAR, a tarifa doméstica média real (corrigida pelo IPCA) entre janeiro e julho de 2021 foi de R$ 403,83, queda de 11,4% diante de igual período de 2019, quando a tarifa média foi de R$ 455,96. Foi o segundo menor valor da série histórica da ANAC.

A tarifa média de janeiro a julho de 2021, ainda abaixo da registrada em 2019, contrasta com a escalada dos custos estruturais do setor. Na média do 2º trimestre, o valor do litro do querosene de aviação disparou 91,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A desvalorização de 39,2% do real em relação ao dólar desde o início de 2020 ampliam este cenário desafiador, já que mais de 50% dos custos das empresas são indexados pela moeda norte-americana.

Vale destacar, entretanto, como informado acima, que os dados dizem respeito apenas ao período até julho deste ano, enquanto vimos aqui no AEROIN neste mês de outubro que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço das passagens aéreas em setembro registrou alta de 28,19% quando comparado ao mês anterior, tornando-se um dos principais fatores responsáveis por puxar para cima o índice de inflação IPCA.

Veja mais detalhes sobre estes dados de setembro acessando o título a seguir:

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