Após abandonar o Brasil em meio ao colapso da Thomas Cook, Condor é salva pelo governo alemão

A transportadora alemã Condor está preparando um grande processo de reestruturação, resultado de haver sobrevivido ao colapso da sua controladora, a Thomas Cook Group. Após liberação dos reguladores europeus, a empresa alemã receberá um empréstimo de 380 milhões de euros do banco estatal alemão KfW, para apoiar seu desenvolvimento.

Atualmente, a Condor enfrenta uma “escassez aguda de liquidez” como resultado do colapso da Thomas Cook, diz a Comissão Europeia, e teve que se desvincular o grupo britânico a fim de buscar a sobrevivência. O grupo acrescenta que o apoio à Condor – estritamente limitado a seis meses – ajudará a garantir a “continuação ordenada” dos serviços.

Acompanhamento de perto

A Comissão afirma que suas regras permitem que os Estados apoiem empresas em dificuldade desde que a assistência atenda a certos critérios, incluindo limites de tempo e escopo. No entanto, várias condições precisam ser atendidas.

Umas delas é que a Condor precisará demonstrar semanalmente suas necessidades de capital de giro e novas liberações de recursos (“tranches”) serão disponibilizadas somente quando a anterior estiver esgotada. Uma vez que o prazo de seis meses termine, a companhia aérea já deve ter reembolsado o empréstimo integralmente ou passará por uma reestruturação abrangente, que visa restaurar sua viabilidade de longo prazo. O governo alemão se comprometeu a apoiar o processo.

Condor 767

Uma dose de otimismo para a Condor

Segundo o FlightGlobal, a companhia aérea diz que o empréstimo “garantirá” suas operações durante o inverno tradicionalmente fraco. Recentemente, seu executivo-chefe, Ralf Teckentrup, disse que o acordo é crucial para o futuro da Condor e resulta da “importância” competitiva da transportadora, já que é uma das maiores da Alemanha.

“Uma Condor saudável também é claramente do interesse do mercado”, diz ele. “Porque não somos apenas um concorrente essencial no segmento de turismo, mas também importantes para a estrutura de aviação competitiva na Alemanha e na Europa”, disse o executivo. lém disso, ele salientou que a situação atual de reservas está excedendo suas expectativas e há várias negociações em negociações com as operadoras de turismo para um verão “promissor” em 2020.

Recentemente, a empresa deixou de operar no Brasil, abandonando todos os seus destinos no Nordeste e o Rio de Janeiro, veja mais na história abaixo.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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