Início Acidentes e Incidentes Após decolar de Vitória, clássico 727-200 sofre falha hidráulica e precisa retornar

Após decolar de Vitória, clássico 727-200 sofre falha hidráulica e precisa retornar

Boeing 727-200 semelhante ao envolvido no incidente – Imagem: Rafael Luiz / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Na madrugada do último dia 8 de junho, um clássico Boeing 727-200F da Total Linhas Aéreas precisou retornar ao Aeroporto Internacional de Vitória, após apresentar falha hidráulica no início do voo.

O incidente está registrado no sistema do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), no qual as informações dão conta de que a aeronave, registrada sob a matrícula PR-TTW, iria realizar um serviço regular de carga até Guarulhos, em São Paulo.

A aeronave, que estava com apenas com os três tripulantes a bordo (os dois pilotos e o engenheiro de voo), decolou nas primeiras horas da terça-feira da semana passada de Vitória sem intercorrências, mas, durante a fase de subida, apresentou uma falha no sistema hidráulico ‘A’.

A tripulação realizou os procedimento previsto nos manuais e checklist e em seguida julgou necessário o retorno ao aeroporto de onde havia saído, realizando um pouso sem mais ocorrências. A aeronave, entretanto, permaneceu por aproximadamente 3 horas na pista antes de ser finalmente levada até o pátio.

O sistema hidráulico ‘A’ do Boeing 727-200 é responsável pelos sistemas de retração do trem de pouso, direção do trem dianteiro e freios do trem de pouso principal, bem como slats e flaps do bordo de ataque, flaps do bordo de fuga, spoilers de solo e metade dos spoilers de voo. Além disso, é uma das fontes de energia hidráulica para ailerons, leme e profundor.

Pode-se deduzir que a espera de aproximadamente 3 horas na pista do Aeroporto de Vitória deve ter relação com algum travamento no sistema de direção ou nos freios do trem de pouso, em função da falha do sistema hidráulico que os alimenta.

Este é o oitavo incidente com o PR-TTW a constar da base de dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) desde 2014, tendo o anterior ocorrido quase um ano atrás, mas sem relação com a atual pane hidráulica.

Naquela ocasião, quando já em voo de cruzeiro, nivelado no FL320 (cerca de 32.000 pés), ocorreu um disparo do alarme de fogo no porão inferior dianteiro da aeronave. Em seguida, foram realizados os procedimentos previstos e declarada emergência para o controle. A aeronave pousou sem intercorrências e foi constatado que se tratava apenas de um alarme falso.

Em fevereiro deste ano, outro Boeing 727-200 da Total Cargo precisou desviar de sua rota e pousar no Rio de Janeiro devido a um alarme de fogo a bordo, coincidentemente também enquanto realizava um voo entre Vitória e Guarulhos:

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