Após pressão sindical, Neeleman relaxa regras de contratação de comissários da Breeze

A Breeze Airways, a mais nova empreitada do brasileiro David Neeleman, cedeu à pressão de comissários e sindicatos, relaxando as regras de contratação.

Divulgação – Embraer

A empresa, que nasce nos EUA com aviões Embraer usados antes pela “irmã” Azul Linhas Aéreas, tem base no estado de Utah. Em sua preparação para início de operações, esperados para o meio desse ano, a empresa fechou parceria com uma universidade local para que os estudantes trabalhassem como comissários.

O que pode parecer uma ótima oportunidade de primeiro emprego com um ótimo benefício, já que a Breeze também pagará a mensalidade da universidade, soou como polêmica porque o contrato de trabalho era limitado ao tempo da graduação, e também devido a uma possível discriminação por idade, alegada pelo sindicato.

A empresa chegou a afirmar, em seguida ao início da polêmica, que também abriria vagas para quem não estivesse em graduação na Utah Valley University, mas que seria igualmente por um contrato de quatro anos, visando a não ter grande senioridade e sem plano de carreira para os comissários.

Agora, segundo a Bloomberg, a empresa modificou as regras para não estudantes da Utah Valley, apesar de não detalhar o tempo de contrato de trabalho, foi aumentada a idade mínima de 18 para 20 anos e exigido um diploma de ensino médio.

Segundo a empresa, a medida serve para atrair mais comissários, já que o acordo com a universidade não iria atender a demanda da empresa. Nos EUA, os comissários não precisam fazer um curso homologado anterior à candidatura da vaga, sendo a empresa aérea totalmente responsável pelo treinamento do profissional.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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