Após sanções, Maduro cria indústria para fabricar peças para os aviões da Conviasa

O líder venezuelano Nicolás Maduro assinou na terça-feira, 11 de fevereiro, um decreto ordenando a criação da Empresa Aeronáutica Nacional (Eansa), que terá como objetivo projetar e fabricar peças de reposições para as aeronaves da Conviasa.

“Hoje, no primeiro ano da Grande Missão de Transporte da Venezuela, nasce a empresa aeronáutica Eansa, que nos dará autoconfiança em relação ao futuro”, comemorou o presidente durante um dia de trabalho que dedicou ao setor de transporte.

A referida empresa nacional será responsável pela fabricação de peças de reposição, o que permitirá à Venezuela maior autonomia na manutenção das aeronaves e na preservação de seu parque aeronáutico.

A nova empresa começará com uma alocação de cerca de 160 mil dólares e será anexada ao Consórcio Venezuelano Estatal das Indústrias Aeronáuticas e Serviços Aéreos SA (Conviasa), recentemente sancionado pelo governo dos Estados Unidos.

A sanção foi emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos EUA, e inclui um número significativo de aeronaves. Com a incorporação da estatal venezuelana à lista acima mencionada, o impacto sobre a sua operacionalidade é significativamente alto.

“Continuaremos a circular pelo mundo”

Segundo o Prensa Lara, assim disse Maduro sobre as recentes sanções aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA contra a companhia aérea. Isso ocorre porque parte das medidas contra a companhia aérea impedem que ela cubra rotas para destinos fora do país. 

No entanto, por meio de comunicado, Conviasa disse que, apesar das sanções, a companhia aérea continuará funcionando normalmente e responderá a voos internacionais já programados.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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