Após Síria, venezuelana Conviasa terá voos de passageiros para o Irã

A Conviasa anunciou que, como consórcio aeronáutico, procura concentrar seus esforços na maximização dos serviços e atenção oferecidos ao cliente, bem como o aumento dos voos para destinos domésticos e internacionais de interesse, ainda que Síria e Irã não pareçam ser o destino preferido dos sul-americanos.

A340 Irã

Reportou o Descifrando que até o final de 2020, a Conviasa estará focada em impulsionar suas operações, incorporando mais destinos. Depois de anunciar voos para Buenos Aires e para Damasco, na Síria, a empresa inclui mais destinos ao seu exótico mapa de rotas nesse ano.

Essas novas operações incluirão destinos em Portugal, Canadá, Argélia, Angola, Irã e África do Sul. Segundo a empresa, os voos serão criados com a intenção de atender a crescente demanda por passageiros e facilitar a transferência de passageiros Venezuelanos em segurança, embora podemos qual seria a demanda por destinos como Damasco ou Teerã.

Exceto Buenos Aires e Damasco, os demais destinos ainda não estão disponíveis para compras pelo site.

Aumento de demanda

Durante 2019, a companhia aérea estatal fez um total de 9.730 voos executados em sua frota de aeronaves Embraer E190 e Cessna Grand Caravan. No entanto, esses aviões estavam focados em destinos domésticos e regionais no Caribe e América do Sul. Os voos internacionais deverão ser operados por aviões maiores, mas não está totalmente claro como isso será feito, já que a empresa possui apenas um avião de grande porte, o A340-200 que acabou de retornar, após um processo de manutenção no Irã.

Ainda em 2019, a companhia aérea alcançou um aumento significativo no transporte de passageiros, com 506.929 pessoas transportadas, um aumento de 7% em relação a 2018. Os dados foram informados pela própria empresa aérea. Atualmente, a companhia aérea tem 28 conexões domésticas e 10 internacionais, rotas operadas pela frota composta por 27 aeronaves.

Voos de Caracas para Síria e Irã

De fato, não são destinos óbvios e é difícil pensar que venezuelanos passarão as próximas férias ou farão grandes negócios ortodoxos no Irã ou na Síria, assim como é difícil pensar no caminho inverso. Portanto, analistas de mercado entendem essas operações como políticas e não como comerciais tradicionais.

Esses voos já existiram no passado e foram duramente criticados sob acusação de carregarem ouro e armas contrabandeados.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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