Após susto aos italianos, marca Alitalia poderá ser mantida; mas jatos Embraer devem sair

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A ITA – Italia Trasporto Aereo, a nova Alitalia, deve iniciar as operações aéreas neste verão, até junho ou julho, disse o ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Giancarlo Giorgetti, à comissão parlamentar de transportes no dia 17 de março, segundo o jornal La Repubblica.

O plano de lançamento da companhia aérea “deve se basear na continuidade, na sustentabilidade econômica e na visão de mercado. Isso significa que, para voar, o ITA não pode ser muito pesada”, disse o ministro, que assumiu o cargo em 13 de fevereiro.

Todas as operações devem ser aceleradas para que a meta do governo de que a ITA decole até esse prazo seja cumprida, disse ele na reunião, que ocorreu um dia depois que a comissária da União Europeia, Margrethe Vestager, aprovou a transição da Alitalia para uma empresa mais enxuta, sem precisar abrir uma licitação para o negócio principal. Em outras palavras, a empresa poderá manter seu nome intacto, o que era um receio, já que a UE havia pedido uma alteração de nome.

“O tempo é decisivo. Também salientei este aspecto à Senhora Comissária Vestager. É do nosso interesse que a ITA saia o mais rápido possível. Já estamos atrasados ​​- o ITA deveria estar operacional já em abril”, alertou Giorgetti.

No entanto, contra a vontade dos administradores da Alitalia, a Comissão Europeia insistiu em exigir licitações públicas para alguns dos ativos da Alitalia, em vez de simplesmente transferi-los diretamente para a nova transportadora.

“Acho que vamos abrir licitações para trabalhos de solo e manutenção. Podemos imaginar algumas fórmulas simplificadas – e, por isso, o número de funcionários na administração extraordinária da Alitalia foi ampliado – mas não é uma tarefa nada fácil”, explicou Giorgetti. Bruxelas quer uma ruptura nítida com o passado, acrescentou, o plano industrial aprovado pelo conselho do ITA está agora passando por uma “revisão profunda”.

Roma destinou 3 bilhões de euros (US$ 3,56 bilhões) para lançar a ITA a fim de substituir a Alitalia, a companhia aérea que os administradores nomeados pelo estado administram desde que foi declarada falida em 2017.

Muitos dos detalhes sobre a nova companhia aérea ainda não foram divulgados, embora mais recentemente o jornal Corriere della Sera informou em 2 de março que o plano agora prevê 45 a 47 aeronaves, ou seja, seis B777-200 de longo curso e cerca de quarenta A319-100 e A320-200. As aeronaves Embraer operadas pela unidade regional Alitalia CityLiner seriam eliminadas. Não haveria mais do que 4.500 a 4.900 funcionários no total, menos da metade da força de trabalho atual de quase 11.000.

O projeto “terá repercussões de cunho social que estamos avaliando com o ministro do Trabalho”, admitiu Giorgetti.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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