Argentina fala sobre processo de aquisição do caça sino-paquistanês JF-17

O imbróglio argentino para a escolha do novo caça do país está longe do fim, e apesar do orçamento aprovado, não tem o martelo batido.

JF-17 Thunder © RA.AZ

O caça, desenvolvido em parceria da China com o Paquistão, e batizado de FC-1 e JF-17 respectivamente em cada país, se tornou o centro das atenções após o indiano HAL Tejas ter sido tirado da concorrência.

O Tejas, assim como outros caças que estiveram na mira da Força Aérea da Argentina, possuem componentes britânicos (ou de empresas do Reino Unido), que por sua vez bloqueia a venda dos aviões militares em retaliação à Guerra das Malvinas de 1982. Inclusive o sueco (e em parte brasileiro) Gripen NG também esteve no páreo, mas está recheado de componentes da terra da rainha, e também foi descartado.

Recentemente, acabou vazando na imprensa argentina sobre o orçamento previsto para 2022, indicando uma linha de $664 milhões de dólares (R$3,5 bi) para o projeto de escolha do caça, citando claramente o JF-17 Thunder.

No entanto, o Ministério da Defesa da Argentina negou o documento, afirmando que sim, o orçamento milionário é válido, mas que “não foi emitida nenhuma ordem de compra de aviões supersônicos de nenhuma origem, e que (o projeto) se encontra na parte de avaliação técnico-econômica-financeira de cinco alternativas”, conforme nota divulgada pelo portal parceiro Aviacionline.

Não foram divulgados quais seriam os outros quatro concorrentes do JF-17 Thunder, mas acredita-se que seriam de maioria chinesa, exatamente para fugir das sanções britânicas.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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