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Impactos da pandemia na aviação europeia são piores do que em outras regiões

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, em inglês) divulgou novas estimativas para os impactos da COVID-19 no transporte aéreo e nas economias na Europa em 2020. O levantamento indica um aprofundamento da deterioração das receitas das companhias, nas perspectivas de emprego e na atividade econômica em todo o continente.

As últimas previsões econômicas da IATA revelam que, em 2021, a Europa deverá ser a região do mundo mais afetada em termos de perdas para o setor aéreo. A organização estima uma redução de receitas de quase US$ 12 bilhões. Estima-se que o tráfego de passageiros tenha caído 70% neste ano, índice melhor apenas do que o observado na África (-72%) e do Oriente Médio (-73%).

A IATA espera, para o próximo ano, uma recuperação de apenas 47,5%, atrás das regiões comparáveis ​​da Ásia-Pacífico (50%) e América do Norte (60,5%). “Nossas projeções para este ano e o próximo são de quase um desastre para o transporte aéreo europeu. Restrições de fronteira e medidas de quarentena pararam a demanda e a região foi afetada de forma ainda pior do que a maioria das outras partes do mundo”, informa Rafael Schvartzman, vice-presidente regional da IATA para a Europa.

Para o diretor, a vacina poderá reverter a deterioração do setor, mas não há tempo para impedir que a crise continue em 2021. “Há otimismo em relação à vacina, mas, como mostra nossa previsão para o próximo ano, é improvável que chegue a tempo de evitar centenas de milhares de perdas de empregos na indústria, a menos que os governos tomem medidas imediatas. O foco deve permanecer no teste rápido dos passageiros para que a quarentena possa ser eliminada e as fronteiras abertas com segurança”, disse Schvartzman, em declaração à imprensa.

Uma análise aprofundada dos impactos em níveis nacionais revela que as perspectivas para o número de passageiros e as receitas da indústria diminuíram desde a última análise, em agosto. A IATA declara que isso, inevitavelmente, colocar um maior número de empregos em risco e impulsiona os impactos econômicos negativos.

Em toda a Europa, mais de sete milhões de empregos foram perdidos ou estão em risco iminente devido aos impactos da COVID-19.

A organização, que representa 290 companhias aéreas em todo mundo, culpa as restrições de viagens e a quarentena obrigatória imposta por alguns países como responsáveis pela crise. As reservas de viagens dentro da Europa caíram 81% no período até 10 de janeiro de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A recuperação econômica será prejudicada pela perda de conectividade que está sendo sentida pelas cidades europeias. Desde 2019, a conectividade total diminuiu 68% em Frankfurt, 67% em Londres, 67% em Paris, 66% em Istambul, 64% em Moscou e 53% em Amsterdã.

“Temos esperança nas vacinas, mas a inoculação em massa ainda está muito longe. Os governos europeus e a Comissão Europeia devem agir rapidamente para ajudar a preservar o que resta da indústria de aviação e da rede de transporte aéreo do continente”, declara Schvartzman.

O executivo destaca duas prioridades como ações fundamentais para recuperar o setor no continente. “Primeiro, remover as restrições de quarentena, introduzindo testes rápidos contra COVID-19 em passageiros. As últimas orientações da EASA e do ECDC confirmam que a quarentena é ineficaz nas atuais circunstâncias. E, em segundo lugar, acertar rapidamente um regulamento de slot revisado de acordo com as recomendações conjuntas da indústria, a fim de preservar as rotas aéreas e a concorrência”, declara Schvartzman.

Informações da IATA

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