Avianca a caminho de tornar-se uma empresa aérea com frota apenas de jatos

A Avianca Holdings, que tem sede no Panamá, estaria negociando a retirada permanente e aposentadoria de toda sua frota de turboélices regionais ATR-72, apontou uma publicação recente da CH-Aviation. O plano está em consonância com a simplificação da operação da empresa em meio ao processo de reorganização (Chapter 11), pelo qual passa.

Atualmente, a empresa possui onze aeronaves do modelo na frota, sendo que nove voam na Colômbia pela Avianca Express e duas na Avianca Guatemala. No total, o grupo já operou 20 ATRs, mas nove foram retirados de operação em 2019. Se e quando concluída, a retirada dos turboélices deixará a empresa e suas subsidiárias apenas com jatos na frota.

Um dos principais impactos do processo de recuperação está justamente na redução do tamanho de sua frota de 140 para cerca de 100 aeronaves de passageiros e, por consequência, no quadro de pessoal. A ideia da empresa é que seus aviões remanescentes tenham mais assentos e voem com mais frequência, portanto, não deverá haver uma queda considerável na capacidade (oferta). Em paralelo, a empresa trabalha na costura dos acordos com sindicatos.

Finanças

Após divulgar prejuízos da ordem de US$ 2 bilhões para o ano passado, a Avianca Holdings, controladora da Avianca Airlines estima que trará mais de US$ 500 milhões em economia anual e reduzirá o custo unitário do passageiro (CASK), excluindo combustível, em 38%, em comparação com os níveis de 2019, com suas ações de redução de custos.

A Avianca Holdings não forneceu uma data específica para sua saída da reestruturação do Capítulo 11, que corre nos tribunais norte-americanos, mas disse que seria em 2021.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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