Avião A320neo da Azul que bateu a cauda no chão durante o pouso volta a voar hoje

Vítima de um “tailstrike” e após passar mais de um mês parado nas oficinas da TAP no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Airbus A320neo de matrícula PR-YRQ retorna à malha de voos da Azul neste final de semana.

A320neo

Para relembrar a história, no dia 17 de outubro, a cauda do PR-YRQ acertou a pista do aeroporto de Campinas ao pousar do voo AD6970, proveniente de Recife, resultando em danos à fuselagem da aeronave. O evento aconteceu às 16h36 locais e, desde então, a aeronave não voltou mais a realizar voos regulares pela companhia.

Ao invés disso, e segundo dados obtidos do FlightRadar24, o avião foi trasladado para o Rio de Janeiro no dia 21 de outubro, sob o código de voo especial AD9801, para ser inspecionado nas oficinas da TAP Engenharia e Manutenção.

Em 21 de outubro a aeronave foi ao Rio para reparos

Algo que chamou a atenção nesse voo de traslado até o Rio foi a baixa altitude em que o avião permaneceu enquanto estava em cruzeiro. Diferente de operações-padrão na rota SP-Rio, em que a aeronave sobe a mais de 20 mil pés (~6 mil metros), nesse voo o jato seguiu seu trajeto mantendo-se nivelado a apenas 9.000 pés (~2.700 metros) e, provavelmente, despressurizado para não estressar a fuselagem já danificada.

Um A320neo de volta ao jogo

Apesar de não tirar a aeronave definitivamente de operação, a pancada contra o solo em Campinas resultou em bastante trabalho para a equipe de manutenção e o avião teve de passar quase um mês e meio parado no Rio.

A parte boa é que o PR-YRQ está de volta à malha aérea da Azul. Segundo informações de escala da aeronave, ela retorna do Rio para Campinas nesse sábado, 7 de dezembro, e logo assume um voo entre Campinas e Porto Seguro. A tabela completa de voos segue abaixo (fonte: Flightaware)

Na aviação, o “tailstrike” ocorre quando a cauda de uma aeronave atinge o solo ou outro objeto fixo. Isso pode acontecer tanto na decolagem onde o piloto gira o nariz para cima muito rapidamente ou num ângulo acima do esperado, quanto no pouso, onde o piloto mantém o nariz muito alto durante a aproximação final.

O avião envolvido no incidente foi um A320neo com pouco tempo de uso. Ele foi entregue diretamente de fábrica para a Azul Linhas Aéreas em Fevereiro de 2018, portanto ele tem 1, ano de uso. Batizado como “Azul é 10”, ele tem 174 assentos, portanto a configuração padrão da empresa para esse modelo e é equipado com dois motores CFMI LEAP-1A26.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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