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Avião anfíbio pousa na praia em Búzios, vira polêmica, mas pilotos só queriam comer

A passagem de um novo avião anfíbio por Búzios acabou dando origem a notícias sobre um possível pouso forçado numa das praias da cidade. Acontece que a história não é bem essa.

O pouso na água do novo turboélice está longe de ser uma emergência ou pouso forçado, mas sim mostra exatamente o que é esperado de um avião anfíbio: um pouso na água.

De matrícula N906AG, o avião é um Cessna C208EX Caravan Amphibian, fabricado nos EUA e considerado hoje o turboélice monomotor de maior sucesso no mundo. Esta versão conta com dois grandes flutuadores para pouso na água e modificações no leme para melhor a controlabilidade nestas operações.

Os vídeos a seguir, da artista visual Patricia Secco, mostram a aeronave se deslocando pelo mar em Búzios:

Após ter sido montado em Wichita, o avião tem feito uma longa jornada até chegar às mãos de seu novo dono, a Vision Air Vip, empresa argentina especializada em fretamentos e que também faz tours de experiência pela natureza.

Segundo dados do FlightRadar24, a aeronave entrou no Brasil por Boa Vista, após decolar de Georgetown, na Guiana. De Roraima, seguiu a rota Manaus – Santarém – Belém – São Luís – Fortaleza – Recife – Ilhéus – Vitória – Búzios – Rio de Janeiro – Pato Branco – Praia de Camboa (próximo à Florianópolis) – Porto Alegre – Punta del Este (Uruguai). Veja abaixo a rota percorrida até hoje, gerada pelo site Great Circle Mapper.

Foram ao todo 8.637 km em 9 dias de viagem, passando por vários locais paradisíacos, incluindo Búzios, onde a tripulação amerissou na Praia do Canto para almoçar no Restaurante Pino, segundo informações da página Fique por Dentro. Como é incomum aviões pousarem no mar de Búzios, o fato acabou gerando teorias sobre um pouso forçado ou de emergência, que não foi o caso.

Além disso, ao contrário do informado nas redes sociais, o avião não foi para Manaus, e sim para o sul, rumo à Argentina. Não está claro por que ele saiu do Aeroporto Santos Dumont e foi para Pato Branco no interior paranaense, ao invés de continuar seguindo pelo litoral, sendo inclusive o voo mais longo da jornada, percorrendo 1.032 km em 2 horas de voo. De qualquer forma, não resta dúvidas de que essa tem sido uma grande jornada para um voo de entrega.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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