Avião DC-3 de 75 anos faz pouso forçado no mar e pilotos escapam pela janela do cockpit

DC-3

Um Douglas DC-3 de 75 anos de idade, operado pela companhia aérea americana Atlantic Air Cargo sob o registro N437GB, fez um pouso de emergência no Oceano Atlântico Norte, a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional Lynden Pindling em Nassau, Bahamas. No acidente, que aconteceu nesta sexta-feira, 18 de outubro, o avião teria sofrido uma falha no motor.

No momento do acidente, o DC-3 fazia um voo de carga decolado de Miami, Aeroporto de Opa-Locka, com dois pilotos a bordo, os quais não tiveram ferimentos. Tudo havia transcorrido normalmente até o momento da aproximação para a pista 14 do aeroporto de Nassau, cerca de 16h30 hora local, reportou o Avherald.

Fonte JACDEC

Pilotos do DC-3 reportaram falha no motor

Ao controle de tráfego aéreo, a tripulação relatou uma falha no motor esquerdo e posteriormente, por razões ainda desconhecidas, procedeu com um pouso forçado no mar, já na costa das Bahamas, a 4,6 quilômetros da cabeceira da pista. Após a perda de contato com o avião, equipes de emergência foram destacadas na missão de busca e resgate.

Enquanto isso, a bordo, os dois pilotos do Douglas evacuaram o equipamento pelas janelas da cabine, aguardando o resgate sentados no topo da fuselagem, parcialmente afundada. Eles foram avistados e resgatados por um helicóptero da Força Aérea das Bahamas e levados para a terra, onde receberam atendimento médico.

Apesar do avião ter afundado completamente, os órgãos de investigação já disseram que vão empenhar esforços para recuperá-lo. As causas serão investigadas pela Federal Aviation Administration (FAA) e pelo National Transportation Safety Board (NTSB).

Segundo o Avherald, a Atlantic Air Cargo opera dois DC-3s com os números de registro N437GB (1945) e N705GB (1943). Nenhuma aeronave era visível nos Receptores ADS-B em Miami e Nassau em 18 de outubro de 2019. No entanto, o N705GB operou vários voos entre Opa-Locka e Nassau em 17 de outubro de 2019.

Ao longo dessa matéria você viu também um vídeo publicados no Youtube mostrando a aeronave acidentada em operações normais de carga. Voar aviões clássicos como esse é privilégio para poucos e também mostra como a manutenção em dia pode conservar um avião por tanto tempo. Agora resta apenas a memória do N437GB.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.