Veja um avião pousando sem trem e arremetendo, assim como ocorreu com o A320 que caiu

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Conforme comentamos ontem (25/6) aqui no Aeroin após a liberação do Relatório Preliminar da queda do Airbus A320 no Paquistão, incidentes de aterrissagens sem abaixamento do trem de pouso não são tão raros de acontecer, mesmo com todos os procedimentos padronizados da aviação e todos os avisos sonoros e visuais emitidos na cabine da aeronave.

Isso ocorre, muitas vezes, por conta da influência dos chamados Fatores Humanos, como, por exemplo, distrações da atenção do piloto por motivos psicológicos ou o não cumprimento de procedimentos padronizados de operação. Estes não são obrigatoriamente e unicamente os motivos de um acidente ou incidente, mas frequentemente estão associados a eles.

Para ilustrar uma ocorrência semelhante à do A320 da Pakistan International Airlines do mês passado, trazemos a seguir um vídeo que mostra uma aeronave que, apesar de muito menor, foi flagrada fazendo exatamente a mesma sequência de ações do Airbus.

No vídeo abaixo você poderá notar que o avião bimotor aproxima-se da pista de Fort Pierce, nos Estados Unidos, em alta velocidade e sem ter os trens de pouso estendidos. O piloto executa o toque no solo com o nariz um pouco elevado, como faria na situação normal de pouso para encostar primeiro os pneus principais.

Porém, ao perceber que havia feito a aterrissagem sem os trens abaixados, o piloto decide dar potência e arremeter, voltando a ganhar sustentação e subir mesmo após suas hélices terem sido danificadas pelo contato com o solo. Veja o vídeo:

Por sorte do piloto, os danos em suas hélices não foram tão substanciais quanto os sofridos pelos motores do Airbus A320 paquistanês, de forma que a aeronave de pequeno porte não teve o final trágico do acidente do jato, mas sim efetuou um pouso seguro.

Incrivelmente e perigosamente, o piloto do bimotor decidiu retornar ao seu aeroporto de origem, em Fort Lauderdale, que fica a 160 quilômetros do local onde ocorreu o incidente.

Não é difícil imaginar que uma pá de suas hélices poderia ter se partido durante o voo, ou os motores poderiam ter falhado por conta de danos internos resultantes dos esforços sofridos pelo impacto das hélices contra o solo.

Sem dúvidas o desfecho dessa história, que ocorreu há cerca de 5 anos, em abril de 2015, poderia ter sido o mesmo do Airbus no Paquistão, e certamente envolve muitos aspectos semelhantes de Fatores Humanos.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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