Azul foi a empresa da América Latina que mais voou em 2020, com 138.500 voos

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Uma nova análise da Cirium, empresa global de dados para a aviação, registrou a Azul Linhas Aéreas liderou o mercado latino-americano em quantidade de voos no ano de 2020. Além disso, a pesquisa também mostra que a brasileira ficou à frente de grandes players globais.

A forte malha aérea doméstica da Azul ajudou em sua classificação no topo do ranking, mesmo com a queda brutal das viagens aéreas durante a pandemia. Empresas que possuem muita participação do mercado internacional, como a Latam, sofreram mais, devido às restrições de viagem.

A análise da Cirium levou em conta as agendas de voos de empresas aéreas de todo o mundo para chegar ao seguinte resultado:

América Latina

Observe que o Brasil e o México lideraram a aviação latino-americana, inclusive são os países com a recuperação mais forte após o primeiro pico da pandemia.

Demais regiões

A aviação dos Estados Unidos continuou mostrando números surpreendentes, no entanto eles têm um motivo. Durante a pandemia e com a Lei Cares, as empresas aéreas foram obrigadas a manter toda sua rede funcionando, embora com frequências de voos reduzidas, como prerrogativa para acessarem a ajuda do governo. Por isso que os números destoam tanto do restante do mundo.

A Cirium destaca que o planejamento futuro para as companhias aéreas foi drasticamente reduzido de seis a 12 meses para apenas seis a oito semanas – forçando as companhias aéreas a serem mais ágeis e se adaptarem com maior velocidade às regras e restrições de viagens que mudam rapidamente ao redor do mundo.

Sete tendências

As sete tendências principais delineadas pela Cirium para o ano de 2021 compreendem:

1. A consolidação de companhias aéreas , especialmente na Ásia-Pacífico, onde mais concorrentes domésticos serão fundidos ou adquiridos.

2. Aeronaves de nova geração, como o A320neo e o retorno do 737 Max, proporcionarão custos operacionais reduzidos.

3. As aeronaves excedentes serão aposentadas e o Boeing 747 e o Airbus A380 são projetados para suportar a crescente demanda nos mercados de lazer mais densos.

4. No quarto trimestre, viu-se uma queda de 78% nas reservas em comparação com o mesmo período do ano passado – isso mudará naturalmente a forma como a indústria prevê a demanda , estamos vendo a pesquisa on-line e o sentimento se tornando os principais indicadores para calcular a demanda.

5. As companhias aéreas precisarão implantar uma programação de voos mais dinâmica com o aumento da volatilidade, já que a janela de reserva caiu de seis para 12 meses para apenas seis para oito semanas.

6. A implementação da tecnologia de Inteligência Artificial será acelerada para automatizar a experiência do viajante e as informações proativas em tempo real se tornarão mais críticas.

7. O leasing de aeronaves ultrapassará os 50%, tornando-se a principal forma de financiamento das aeronaves .

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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