Azul faz nova proposta para comprar ativos da Avianca Brasil

A Azul informa que requereu ao Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo (“Juízo da RJ”), onde se processa a recuperação judicial da Avianca Brasil, uma autorização específica para realização de um processo competitivo visando a alienação judicial de uma nova Unidade Produtiva Isolada (“Nova UPI”).

Esta Nova UPI contempla certos horários de chegada e partida operados pela Avianca Brasil, incluindo os da ponte aérea Rio-SP, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões.

A Azul acredita que o pedido formulado ao Juízo da RJ para alienação judicial da Nova UPI confere à Avianca Brasil, seus empregados, consumidores, credores e demais interessados uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização, o uso continuado de bens e a preservação de atividades, as quais correm grave risco de paralisação e rápida deterioração das atividades da companhia, no melhor interesse do mercado de aviação e todos os envolvidos. Além disso, a Nova UPI oferece uma real alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea Rio-SP.

Este pedido não invalida o procedimento de alienação judicial das sete unidades produtivas isoladas, na forma do leilão estabelecido no Plano de Recuperação Judicial da Avianca Brasil, recentemente suspenso por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na visão da Azul, a alienação judicial da Nova UPI oferece uma alternativa viável e verdadeiramente implementável, especialmente do ponto de vista operacional, regulatório e concorrencial.

Em comunicado interno o presidente da Azul, John Rodgerson, informou que a empresa quer levar a Experiência Azul para a ponte aérea e agradece o tratamento que os funcionários tem dado aos clientes e colaboradores da Avianca Brasil.

O pedido da Azul ainda está sujeito à análise do Juízo da RJ. A Azul manterá seus acionistas informados sobre novas informações relevantes a respeito desta transação.

Situação atual da Avianca Brasil

Após o banco americano Wells Fargo requerer a retomada de posse do Airbus A319 PR-AVB, a Avianca Brasil tem operado com apenas cinco aeronaves: A319 PR-AVD e os A318 PR-ONI, PR-ONC, PR-AVJ e PR-AVL.

Os BabyBus A318 pertencem à Airbus que também pediu retomada que foi negada pela justiça para dar viabilidade ao plano da RJ, que foi suspenso após a empresa de handling Swissport alegar ilegalidade da venda de slots.

Logo depois a BR Distribuidora (subsidiária da Petrobras responsável pela venda e dstribuição de combustíveis da empresa) também entrou com pedido de suspensão do plano alegando favorecimento ilegal de alguns credores (Elliott Management) no recebimento das dívidas.

A Avianca Brasil recorreu da decisão que suspende o leilão, alegando que o plano é legal. Agora o TJ deverá julgar ação, o que pode demorar um mês.

Com Informações da Assessoria de Imprensa da Azul

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos