Boeing 737-700 perto da aposentadoria na Copa Airlines

Empresa de bandeira do Panamá, que opera 14 exemplares do modelo Boeing 737-700, considera retirar de operação a aeronave antes da volta as operações, pós-Covid-19.

Boeing 737-700 da Copa Airlines em Guarulhos. Foto de Alexandre Barros

De acordo com declarações do CEO da Copa Holdings, controladora da Copa Airlines, Pedro Heilbron, feitas durante conferência sobre os resultados da Companhia no primeiro trimestre de 2020, a Empresa considera retirar de serviço ou negociar a venda de seus 14 B737-700, de forma a possuir uma frota mais equilibrada no momento da recuperação, pós-pandemia.

“No momento, estamos avaliando a aposentadoria ou venda de nossos quatorze B737-700. Quando reiniciarmos os voos, pretendemos focar nossas operações em uma frota simples, composta exclusivamente por B737-800 e B737-9 (MAX)”, disse Pedro Heilbron.

A versão B737-700

O Boeing 737-700 faz parte da bem sucedida família de jatos comerciais 737 da Boeing, sendo a terceira geração do projeto do 737. Batizada de NG (Next Generation – próxima geração, em português), o 737-700 entrou em operação em novembro de 1993 com a Southwest Airlines.

Além da versão 700, compõe a família NG as versões -600, -800 e -900. Com capacidade entre 126 e 149 passageiros, o B737-700 possui capacidade semelhante ao Airbus A319.

Conforme dados da Boeing e da certificação, o B737-700 tem um alcance de 3.010 milhas náuticas (5.570 km), peso máximo de decolagem de 154.000 libras (70.080 kg), velocidade de cruzeiro de Mach 0.78 (450 nós – 834 km/h). O 737-700 é equipado com dois motores CFM International CFM56-7B, com faixa de empuxo entre 20.000 à 26.000 lbf (libra-força) – 89 à 116 kN, kilonewton), dependendo da configuração de thrust (potência) aplicada pelo operador.

O total de todas as versões da série -700 entregue, até abril de 2020 foi de 1.285 unidades, composta por: 1.128 exemplares do B737-700, 121 exemplares do B737-700 BBJ (versão executiva do jato), 22 unidades do B737-700C (versão para passageiros e carga) e 14 exemplares do B737-700W (versão militar de controle e alerta aéreo), conforme arquivos da Boeing.

Ainda seguindo a Boeing existem pendentes de entrega 3 exemplares do B737-700W.

Os B737-700 da Copa

De acordo com divulgado pelo CH-Aviation, os B737-700 da Copa tem uma idade média de 17,9 anos, o que os torna o tipo mais antigo da frota da Copa. Dos 14 exemplares, dois estão arrendados pela GE Capital Aviation Services (GECAS), com os demais 12 sendo de propriedade da Companhia panamenha.

Além dos B737-700, a Copa Airlines possui atualmente sessenta e quatro B737-800, seis B737 MAX 9 (que estão no chão, por conta dos problemas com o MAX) e 14 exemplares do Embraer E190, porém as aeronaves da fabricante brasileira, segundo seu CEO já estão descartados da frota da Empresa. A Copa tem mais cinquenta e cinco B737 MAX encomendados à Boeing.

Heilbron acrescentou que a companhia aérea, que sempre evitou os widebodies, usa os B737 para suas operações de médio alcance, empregará seus dois modelos remanescentes com propósitos diferentes.

“Vamos ter o B737-800 com uma configuração simples e unificada para, digamos, transporte de médio e curto alcance. E então teremos o MAX9 com uma configuração de assentos para voos de longo alcance”, esclareceu ele.

No Brasil existe a possibilidade de que a Gol também deixe de operar os B737-700, uma vez que, companhia está avaliando uma redução de frota focada em seus vinte e três Boeing 737-700.

Rodnei Diniz
Engenheiro aeronáutico e mecânico, atuante em gestão de manutenção aeronáutica, aviação geral, executiva e comercial. Atento aos detalhes, gosta de ler e escrever sobre a história da aviação.

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