Boeing 737 MAX da Air Canada voou para treinamento de pilotos

Boeing 737 MAX Air Canada

Enquanto a frota mundial de Boeing 737 MAX permanece em solo por meses e meses depois de dois acidentes fatais, um MAX da Air Canada foi avistado nos céus entre Quebec e Ontário.

Em uma rara liberação da suspensão de voos, aprovada pelo regulador de aviação canadense Transport Canada (TCCA), os 11 voos em agosto e setembro foram realizados para manter as qualificações de instrutores, disse a Air Canada à Reuters em resposta a uma pergunta sobre dados de rastreamento de voo.

“Estamos utilizando os movimentos de manutenção planejada do 737 MAX para manter a qualificação.”

Entre 28 de agosto e 8 de setembro, o 737 MAX da Air Canada cruzou entre Montreal e Val d’Or, no Quebec, e North Bay, em Ontario, segundo dados do site de rastreamento FlightRadar24.

FlightRadar24 Voo 737 MAX Air Canada

Depois da sequência de voos, na semana passada ele foi transladado para o Pinal Airpark, no Arizona, para ser estacionado em um local de armazenamento no deserto.

Embora incomuns desde a proibição de voos imposta mundialmente em março em meio a preocupações com um sistema de controle MCAS, os voos destacam crescentes pressões enfrentadas por algumas companhias aéreas para manterem-se preparadas para o retorno ao serviço da frota de 400 aviões da Boeing.

Para companhias aéreas como a Air Canada, que não tinham versões anteriores do Boeing 737 em suas frotas, isso tornou difícil garantir que os pilotos demonstrassem as habilidades necessárias para manter suas licenças.

Sendo a única operadora do MAX na América do Norte que não voou o 737NG anterior, a Air Canada não pode usar esse modelo para manter as qualificações de seus pilotos avaliadores ou instrutores, disse a empresa.

Assim, o regulador Transport Canada autorizou um grupo seleto de pilotos da Air Canada a pilotar o jato, que também estava realizando voos de manutenção.

Um outro 737 MAX também foi avistado no final de agosto fazendo voos na base da Boeing, em Seattle, no que se suspeita ter sido algum voo de teste no processo de solução do problema:

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.