Boeing 747 tem pane hidráulica logo após decolar e volta à origem

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Avião Boeing 747-400F Jumbo Aerotranscargo
B747 da Aerotranscargo, semelhante ao do incidente – Imagem: Shadman Samee / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Um avião Boeing 747 apresentou uma pane hidráulica nos momentos iniciais de seu voo, levando seus pilotos a optarem pelo retorno ao aeroporto de origem no último sábado, 9 de janeiro.

Segundo informações do The Aviation Herald, a aeronave envolvida no incidente foi o Boeing 747-400 registrado sob a matrícula ER-BBB, operado pela companhia aérea Aerotranscargo, da Moldávia.

O Jumbo cargueiro estava realizando um voo de número F5-9921 de Hong Kong para Budapeste, na Hungria, e fazia sua subida inicial após partir da pista 07R de Hong Kong quando a tripulação recebeu a indicação da falha do sistema hidráulico #1 e não conseguiu retrair o trem de pouso.

A aeronave nivelou a 8600 pés, fez um percurso de cerca de 50 minutos sobre o mar para reduzir seu peso de combustível para o pouso e então prosseguiu no retornou a Hong Kong.

O Jumbo fazendo seu percurso sobre o mar – Imagem: FlightRadar24

O pouso seguro ocorreu na pista 07L cerca de 80 minutos após a partida, porém, a aeronave parou ainda sobre a pista e permaneceu na mesma posição por cerca de 20 minutos, segundo os registros do FlightRadar24.

O Jumbo parado na pista após o pouso – Imagem: FlightRadar24

A longa parada sem sair da pista parece indicar que a pane hidráulica também deve ter causado limitações no controle direcional do Jumbo em solo, impossibilitando a realização da curva para a taxiway.

Após a retomada da movimentação, os dados do FlightRadar24 mostram que o Boeing 747 seguiu em baixa velocidade até o pátio, o que indica que ele deve ter sido tratorado em razão da limitação causada pela pane.

Uma consulta aos manuais do Jumbo confirma a possibilidade acima descrita, pois mostra que o sistema hidráulico #1 fornece energia para estender e retrair o trem de pouso e suas portas, para frear e para controlar a direção do trem de pouso de nariz, enquanto um sistema de freio de reserva separado é alimentado pelo sistema #2.

A aeronave permaneceu em solo por pouco mais de 22 horas e então partiu novamente no voo F5-9921, dessa vez prosseguindo com sua programação sem novas intercorrências.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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