Figura carimbada no Brasil, Boeing 767 faz último voo na American Airlines

A American Airlines (AA) decidiu por aposentar de vez um dos seus aviões mais icônicos: o Boeing 767, que fez hoje seu último voo.

Boeing 767 American

O jato de matrícula N347AN realizou a rota Lima – Miami, de onde seguirá para o deserto do Novo México, na cidade de Roswell, para ser estocado ou desmontado futuramente.

Roswell será a nova casa para a maioria dos 767 da empresa, além de Tel Aviv. A cidade israelense recebeu alguns 767 da American, mas neste caso o destino dos Boeings deverá ser diferente: conversão para cargueiro, feita pela IAI – Israel Aerospace Industries.

A American operou quase 100 unidades do lendário Boeing 767 durante sua história, sendo um dos principais aviões da empresa e servindo como “pau para toda obra”.

Jato ideal para o mercado latino-americano

Boeing 767-200 da AA © Divulgação

A principal base dos jatos foi Miami, servindo praticamente toda a América Latina desde 1983 com a chegada do primeiro 767-200, que levava 165 passageiros na sua primeira configuração na empresa.

Anos depois, em 1988, chegou a versão maior, 767-300ER, que na última configuração levava 209 passageiros. O modelo foi figurinha carimbada em praticamente todo aeroporto que a AA operou no Brasil, como Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Guarulhos e Galeão.

Avião Boeing 767-300ER American Airlines
O Boeing 767-300ER pousando no aeroporto de Viracopos, em Campinas/SP

Apesar de toda a história do “meia sete” na companhia, a American sofria críticas dos passageiros por estar em 2019 operando com os aviões sem uma tela de entretenimento individual, padrão em todas as empresas aéreas em voos intercontinentais, mesmo as de baixo-custo.

Inclusive, a última reforma prevista para o interior do 767, que originalmente estava programado para se aposentar no ano que vem e teve seu fim antecipado devido à crise do Coronavírus, não previa a instalação das telas individuais, ficando limitado a um telão RGB no centro da aeronave e pequenas telas no teto.

O jato na American está sendo progressivamente substituído pelo moderno Boeing 787-8 Dreamliner, que não é exatamente o substituto ideal por levar um número maior de passageiros – são 234 no total, mas se enquadra como uma alternativa viável devido ao seu consumo de combustível muito inferior ao do 767.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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