Boeing 777 completa 25 anos, com mais de 3 bilhões de passageiros transportados

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Há 25 anos, o primeiro Boeing 777 era entregue para a United Airlines, marcando o início de uma história de sucesso do maior bimotor a jato já feito no mundo. 

Boeing 777
© Boeing

O primeiro avião Boeing 777 de série, de matrícula N777UA, encontra-se hoje estocado devido à Pandemia do Coronavírus, mas seguia voando normalmente antes da maior crise da aviação.

Sua entrega ocorreu no dia 15 de maio de 1995, com o primeiro voo comercial em 7 de junho, partindo de Washington para Londres.

No Brasil, a estreia do modelo se deu em 3 de março de 1996, também com a United, com o Boeing 777 de matrícula N768UA cumprindo o voo de numeração especial UAL777, em um tour de demonstração pelos aeroportos que iriam recebê-lo regularmente nos próximos anos.

E vinda prenunciava o futuro: o Triple Seven (Triplo Sete), como é carinhosamente chamado, é o avião mais utilizado para voos entre São Paulo e todos os destinos intercontinentais que são atendidos em voos sem escalas a partir da capital paulista.

No Brasil, o 777 foi operado pela Varig a partir de 2001 até seu fechamento, e atualmente é operado pela TAM/LATAM na sua maior versão: a -300ER. Todas as versões da família 777 foram operadas regularmente no país, seja por empresas estrangeiras ou pelas duas grandes brasileiras.

Atualmente, são mais de 2000 jatos encomendados, sendo a versão de maior sucesso a -300ER, que é o maior avião bimotor em operação comercial no mundo, a ser superado pelo sucessor 777-9 (777X) que se encontra em fase de certificação.

Foi também com o Triple Seven que os maiores motores do mundo fizeram seu debut: o gigante General Eletric GE90 produz 115 mil libras de empuxo e tem o diâmetro maior que a fuselagem do 737.

Ao todo, a família 777 acumula 13 milhões de voos, transportando mais de 3,3 bilhões de passageiros em todos os continentes do globo.

O sucessor 777X terá motores GE9X mais potentes, mas que serão usados com potência reduzida para valor menor do que o 777, pois o novo projeto é mais eficiente, ganhando performance pelas novas asas e diversas melhorias aerodinâmicas.

Com isso, o jato chegará a incríveis 16.170 km de alcance na versão 777-8X, o que significa 327 km a mais que o 777-200LR, que fez história ao bater o recorde de voo mais longo do mundo sem escalas, entre Hong Kong e Londres, sobrevoando o Pacífico e os EUA.

Apesar disso, a Boeing tem tido dificuldade para vender o novo jato, que é considerado por algumas empresas aéreas como “muito grande e caro” quando comparado aos menores 787 Dreamliner e Airbus A350XWB.

Para muitos, a Era de ter grandes jatos em voos ultra longos não tem mais tanto sentido: as empresas tem ido mais pelo lado da economia, voando jatos menores em rotas mais longas, as chamadas “long and thins routes”.

Prova disso é que apenas a Emirates e a Etihad haviam encomendado a menor versão 777-8, que apesar de ter o maior alcance (previsto) do mundo, ainda é maior que o A350-900 ou o 787-10 Dreamliner.

A Etihad, por sinal, decidiu que irá receber apenas oito de seus 777X, incluindo nessa redução o abandono da versão -8. A Emirates também cortou seus pedidos, mas afirma que ainda receberá as 35 unidades do -8, apesar de alguns sites especializados como o FlightGlobal apontarem para 25 encomendas.

Com muitos desafios à frente, o 777 já provou o seu valor sendo a referência de grande avião do século XXI, sendo o primeiro desenhado inteiramente em computadores utilizando o então recém-lançado programa CATIA V5.

Agora, num mundo aeronáutico pós-pandemia, resta à nova geração do Triple Seven quebrar novos recordes e conectar mais o mundo do que nunca, e quem sabe chegar à marca de 4 bilhões de passageiros transportados.

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Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos

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