Boeing 777, pronto para decolar com passageiros, é apreendido no portão de embarque

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Um Boeing 777 com passageiros a bordo, pronto para partir do terminal para sua decolagem, foi impedido de prosseguir e apreendido por autoridades no momento em que sairia do portão de embarque nesta sexta-feira.

Avião Boeing 777-200ER PIA Pakistan International Airlines AP-BMH
O Boeing 777 que foi hoje apreendido – Imagem: Sidowpknbkhihj / CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

O caso aconteceu nesta sexta-feira, 15 de janeiro, quando a tripulação do Boeing 777-200 registrado sob a matrícula AP-BMH estava começando o voo de número PK895 da Pakistan International Airlines (PIA), de Kuala Lumpur, na Malásia, para Islamabad, no Paquistão.

Segundo a mídia paquistanesa, a tripulação informou que estava preparada para a partida com passageiros a bordo, quando, ao contactar o Controle de Tráfego Aéreo, foi avisada para aguardar, pois as autoridades locais restringiram a decolagem por ordem judicial.

Em nota, a companhia criticou a ação e solicitou ajuda ao governo de seu país. Em publicação no Twitter, a PIA declara:

“Uma aeronave da PIA foi apreendida pela corte local da Malásia em uma decisão unilateral pertencente a uma disputa legal entre a PIA e outra parte pendente na corte do Reino Unido. Os passageiros estão sendo acompanhados e soluções alternativas para sua viagem foram finalizadas. É uma situação inaceitável e a PIA solicitou o suporte do Governo do Paquistão para assumir esta questão usando canais diplomáticos.”

O Boeing 777 foi apreendido por falta de pagamento das taxas de arrendamento da aeronave. A PIA não pagou o valor à empresa de arrendamento mercantil (‘lessor’) que a levou à justiça.

Segundo dados do FlightRadar24, até a publicação desta matéria o AP-BMH permanece em solo em Kuala Lumpur e o voo PK895 segue como cancelado para a data de hoje:

Registros do voo PK895 – Imagem: FlightRadar24

Segundo a mídia paquistanesa, a PIA estava bem ciente do fato de que o valor da aeronave ainda não havia sido pago, e mesmo assim permitiu que esta voasse para outro país. Dessa forma, o Marechal da Força Aérea, Arshad Malik, e sua equipe, que cuidam da administração da companhia aérea estatal, foram criticados como responsáveis ​​por tal negligência de colocar em risco a reputação da aviação do país.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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