Boeing e Airbus devem perder US$39 bilhões com sanções de Trump ao Irã

Primeiro Airbus A321 da Iran Air, em sua chegada a Toulouse para a cerimônia de entrega

Como parte da reimposição de sanções do governo Trump, a Boeing e a Airbus perderão contratos no valor de aproximadamente US$ 39 bilhões que haviam sido acertados para a renovação da frota de aviões comerciais do Irã.




“As licenças da Boeing e Airbus [para vendas ao Irã] serão revogadas”, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, a um grupo de repórteres na terça-feira. As vendas de aviões estavam entre os contratos mais procurados para o Irã após a queda das restrições.

Em dezembro de 2016, a Airbus assinou um acordo para fornecer à companhia aérea nacional, Iran Air, 100 aviões por cerca de US$ 19 bilhões a preços de tabela. Ela entregou três aviões até agora, sendo estes as primeiras novas aeronaves adquiridas pelo Irã em 23 anos.

A Boeing assinou mais tarde um contrato com a Iran Air para 80 aeronaves, com um preço de tabela de cerca de US$ 17 bilhões, prometendo que as entregas ocorreriam entre 2017 e 2025. A empresa também fechou um acordo de 30 aviões com a companhia Aseman Airlines por US$ 3 bilhões, a preços de tabela. Nenhuma entrega foi feita ainda.

Gordon Johndroe, vice-presidente da Boeing, disse em um comunicado: “Vamos consultar o governo dos EUA sobre os próximos passos. Como já fizemos ao longo deste processo, continuaremos a seguir as orientações do governo dos EUA.”

A Airbus, com sede em Toulouse, na França, está sujeita às restrições de exportação dos EUA, porque mais de 10% de suas partes de jatos são originárias de empresas norte-americanas, como United Technologies, Rockwell Collins e General Electric.

 
Informações pelo The Washington Post.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.