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Boeing avalia encerrar a produção do icônico Jumbo Boeing 747

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A Boeing estaria discutindo internamente a viabilidade de manutenção da produção do icônico 747, em sua versão cargueira mais recente, 747-8F, além dos atuais encomendados.

Boeing 747-8F – Imagem: UPS

A Boeing estaria avaliando a continuidade da produção do clássico Jumbo, que ainda tem 13 unidades da versão cargueira a serem recebidas até 2022 para a UPS, sendo que, até o momento, foram entregues 90 exemplares da versão -8F aos diversos operadores.

Dentre as unidades ainda a serem entregues, além das 13 para a UPS, a Boeing não contabiliza 4 exemplares encomendados pela Volga Dnepr, uma vez que estas se enquadram em regras comerciais diferenciadas.

Embora o Jumbo tenha sua versão de passageiros 747-8I, sua produção foi encerrada em 2017, após a entrega de 47 unidades.

Segundo o Flight Global, a discussão sobre a continuidade ou não da produção do 747, além das atuais entregas pendentes, tem gerado atritos internos na Boeing. Além disso, sondagem de dois clientes à Fabricante, sobre possíveis novas encomendas da versão, não teriam obtido retorno da norte-americana.

A Boeing declara apenas que, com base na taxa de produção atual, de cerca de 1 aeronave a cada 2 meses, a entrega do pedido restante da UPS deve ser concluída em pouco mais de dois anos.

Ainda uma opção interessante para carga

Mesmo estando no final de sua vida, o Jumbo oferece recursos exclusivos para o transporte de carga. Com capacidade para transportar até 138 toneladas, o 747-8F pode transportar uma carga útil significativamente superior ao seu maior concorrente em produção atualmente, o 777F, com capacidade para transportar até 102 toneladas.

Além disso, o Jumbo oferece a flexibilidade de possibilitar o carregamento da aeronave por sua parte frontal, com o levantamento do nariz da aeronave, possibilitando o acesso a cargas de grande volume.

O Jumbo com o nariz elevado – Imagem: Steve Lynes [CC]

Hoje, só rivaliza com o 747, em capacidade cargueira e flexibilidade no transporte de grandes volumes, o Antonov AN-124, porém, com 55 unidades produzidas, e tendo a produção encerrada em 2004. Assim, a descontinuidade na produção do Jumbo deixaria uma lacuna para as transportadoras de carga em termos de cargueiros novos com grande capacidade.

Dados recentes indicam que existem 286 aeronaves 747 de carga, de diferentes versões, em serviço atualmente.

Ganhando projeção e importância no combate à atual pandemia global do novo coronavírus, num momento de grande necessidade por aeronaves de transporte de carga, o Jumbo vem demonstrando seu valor.

Provavelmente ainda veremos por alguns anos, já dentro da “normalidade”, a bela imagem do imponente quadrijato da Boeing a cumprir sua importante missão nos aeroportos espalhados pelo planeta. Mas, infelizmente, parece que a produção de novas unidades pode estar com os dias contados.

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