Boeing empina e fica com ‘cauda no chão’ durante desembarque nos EUA

Um caso curioso foi registrado hoje (18) nos EUA, quando um Boeing 737 acabou ficando “desbalanceado” e empinou o nariz em solo, encostando a parte de trás no chão. Veja abaixo a imagem, compartilhada no perfil @Mitchell_theman no Twitter.

O jato, um Boeing 737-900ER da United Airlines de matrícula N78448, cumpria o voo de Los Angeles para Lewiston, no estado de Idaho. O voo era um fretamento da USC – Universidade do Sul da Califórnia – que é uma das três principais de Los Angeles e a maior universidade do estado.

O fretamento foi feito para levar o time de futebol americano da USC para jogar contra a Universidade Estadual de Washington, em jogo válido pela Divisão 1 da NCAA.

A aeronave pousou em Lewiston e os jogadores seriam levados de ônibus para o outro lado da divisa, na pequena cidade de Pullman, onde a Universidade Estadual de Washington está sediada. No entanto, ocorreu um problema durante o desembarque. Enquanto metade dos jogadores estava dentro e o descarregamento do equipamento ainda ocorria, o jato acabou empinando e bateu a cauda no chão.

Isso ocorre por simples desbalanceamento da aeronave, sendo que provavelmente foi realizado o desembarque simultâneo de carga e passageiros da parte da frente, deixando a parte de trás mais pesada.

Este tipo de incidente costuma ocorrer em aviões com motores na parte de trás, por conta da distribuição de peso, não sendo comum em um 737, mas o fato do 737-900ER ser a versão de maior comprimento da sua geração, pode ter contribuído para o fato.

Nenhuma pessoa ficou ferida e o restante dos jogadores conseguiu desembarcar. A United e a Universidade ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

A United está enviando um outro 737-900 para resgatar os jogadores, mas desta vez o jato irá pousar no Aeroporto de Pullman-Moscow, mais próximo da universidade. Este aeroporto não teria sido escolhido inicialmente para realizar o voo porque está numa altitude 300 metros a mais do que o de Lewiston, que prejudica a performance da aeronave, mesmo tendo uma pista 200 metros maior.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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