Boeing mantém planos de retomar em breve a produção do 737 MAX

Se a crise aérea tem preocupado o mundo todo sobre o impacto econômico posterior, a Boeing parece estar confiante que a retomada da aviação não vai demorar a chegar.

Avião Boeing 737 MAX 8

Prevendo a continuidade e o sucesso do processo de certificação da família 737 MAX com as modificações para solucionar o problema do sistema MCAS, a fabricante planeja reiniciar a produção em maio, ou seja, dentro de menos de dois meses.

Embora haja uma quantidade enorme de aeronaves já produzidas a serem colocadas em operação pelas companhias aéreas – além, é claro, das muitas estocadas pela crise atual – a decisão da Boeing parece acertada, uma vez que a reativação das linhas produtivas não ocorre de um dia para o outro.

É preciso tempo para que a retomada seja feita com cuidado, para não surgirem novos percalços na conturbada história do MAX, como revelou ontem (24) à Reuters o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith: “Será uma abordagem muito lenta, metódica e sistemática para reaquecer a produção e colocar as equipes de volta no lugar.”

Segundo fontes revelaram à agência norte-americana de notícias, a Boeing já solicitou que seus fornecedores se preparem para retomar o fornecimento de peças a partir de abril. E a própria produção do 737 MAX só não será retomada já nesse próximo mês por conta da pandemia da COVID-19.

A fabricante vinha mantendo suas atividades apesar crise de saúde mundial, mas anunciou no início dessa semana a suspensão da produção nas plantas do estado de Washington. A medida veio depois de um crescimento dos casos de funcionários contaminados pelo coronavírus e da morte de um deles, que gerou muitas críticas:

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.

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