Boeing pode mudar de lugar a histórica fábrica do jato 737

O clássico ninho do mais popular dos aviões comerciais da Boeing pode estar com os dias contados: a fábrica do 737 pode mudar de lugar.

Foto de Robert Ashworth (CC)

A informação foi divulgada primeiramente pela consultoria estratégica Leeham News & Analysis, que afirma que a saída do 787 da terra natal da Boeing pode deixar um espaço vago que poderia ser usado para a produção do 737 em Everett, e não mais em Renton.

A Boeing atualmente tem três plantas de produção na grande Seattle, no estado de Washington. A maior delas é a de Everett, que atualmente está produzindo o 747, 767, 777 e 787 por mais alguns meses.

Além desta unidade, há o Boeing Field, que é propriamente o “ninho” da empresa e primeira fábrica. Nesta localidade, que é a mais central de todas, é feita a finalização da linha 737 e dos jatos militares derivados de aviões comerciais, como o KC-46 Pegasus. A última fábrica é a de Renton, onde o 737 é fabricado desde 1966, além de já ter abrigado a produção do 707, 727 e 757, que já saíram de linha há muito tempo.

Desde que ficou claro que o 737 MAX seria o último dos 737, rumores giravam em torno da fábrica de Renton, que tem uma pista curta de 1.640 metros e não tem espaço para expansão da linha fabril. A previsão da Leeham era de que a fábrica seria fechada em meados de 2033, com uma possível redução dos pedidos do MAX, que já estaria na reta final de entregas.

Agora esta previsão foi antecipada, e conversando com funcionários da Boeing, apuramos que o custo de mover a linha de produção do 737 de Renton para Everett, onde o 787 irá sair em breve, poderia ser coberto pela venda do terreno da empresa no pequeno aeroporto.

A área da Boeing em Renton fica de frente para o Lago Washington, tem rodovias ao lado e conta com uma ferrovia, por onde chegam as fuselagens do 737. É uma área muito atrativa para instalações de empresas, indústrias ou até mesmo para o mercado imobiliário residencial.

Ao colocar a linha de montagem do 737 junto aos outros aviões, será possível reduzir custos, realocar pessoal quando necessário e simplificar processos, algo que a Boeing estaria precisando após diversos problemas de produção no MAX e no 787 Dreamliner

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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