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Boeing comunica problema elétrico com o 737 MAX; GOL tira aeronave de operação

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A fabricante de aviões Boeing emitiu um comunicado nesta sexta-feira, 9 de abril, informando que alertou seus clientes operadores das variantes do modelo 737 MAX sobre um potencial problema elétrico.

Segundo a empresa norte-americana, foram 16 clientes alertados de que é recomendada uma verificação nas aeronaves antes da próxima operação de cada uma delas.

No comunicado, a fabricante determina que as empresas aéreas abordem “um possível problema elétrico em um grupo específico de aviões 737 MAX”, e que elas devem fazer uma “verificação de que existe um caminho de aterramento suficiente para um componente do sistema de energia elétrica.”

Componentes elétricos de aeronaves precisam ser corretamento conectados ao aterramento da aeronave para que sobrecargas elétricas sejam devidamente descarregadas, evitando assim que resultem na queima do equipamento.

A Boeing não determinou publicamente quais seriam os aviões deste “grupo específico”, mas declarou que está informando diretamente a cada cliente quais são as matrículas de registro dos aviões afetados e que fornecerá orientações sobre as ações corretivas apropriadas, além de estar trabalhando com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA – Federal Aviation Administration) sobre esta questão.

Segundo o Seattle Times, a companhia norte-americana Southwest Airlines, por exemplo, afirmou ser uma das afetadas pela recomendação, tendo 30 de seus 58 Boeings 737 MAX inclusos no grupo dos aviões afetados. Ela retirou todos os trinta de operação, embora declare não ter notado neles nenhum problema relacionado ao referido assunto.

Após o informe da Boeing, a FAA também se pronunciou, dizendo que “irá garantir que o problema seja resolvido”, e que os passageiros devem entrar em contato com as companhias aéreas sobre possíveis atrasos e cancelamentos de voos.

No Brasil, apenas a Gol Linhas Aéreas possui o mais recente modelo da família 737 em sua frota, com 8 unidades do 737 MAX-8 em operação.

Dados da plataforma de rastreamento RadarBox mostravam que havia quatro deles em voo no momento da publicação desta matéria, mas não é possível saber se eles são ou não afetados, ou se já foram inspecionados e liberados para voo.

Entramos em contato com a companhia aérea para saber se e como a recomendação da Boeing afeta seus 737 MAX, e traremos atualização conforme o posicionamento da mesma.

Ainda conforme a plataforma de radar, além da Gol, outras empresas que estavam com jatos 737 MAX voando no momento da publicação desta matéria eram a Air Canadá, Westjet, American Airlines, Southwest, Aeroméxico, Smartwings, Icelandair e SCAT Airlines.

Atualização: em nota, a Gol informa o seguinte:

“A GOL informa que o potencial problema em algumas aeronaves MAX, reportado pela Boeing na data de hoje, está relacionado ao sistema elétrico e afeta apenas uma aeronave da frota GOL.
 
Seguindo os princípios de Segurança que regem a nossa Companhia, decidimos realizar proativamente a suspensão dos voos desta aeronave, conforme recomendado pela fabricante.
 
A GOL está em contato com a Boeing, aguardando instruções para a resolução do problema, e somente retornará a aeronave afetada para o serviço após a certeza de que todas as ações corretivas tenham sido aplicadas e validadas pela fabricante, sempre em coordenação com as autoridades FAA e ANAC.”