Boliviana de Aviación joga dardos na gestão anterior e a culpa pelos maus resultados

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A companhia aérea estatal Boliviana de Aviación está em um processo de reestruturação que se deve principalmente ao impacto da pandemia e o consequente cancelamento de voos domésticos e internacionais. Mas o atual governo também lançou dardos nos últimos meses contra a administração transitória de Jeanine Áñez, acusando-a de má gestão econômica e financeira da empresa aérea.

Segundo matéria do Aviacionline, em 2020, a BoA viu sua receita cair 54% em comparação com 2019, aumentando sua dívida de curto prazo em US$ 40 milhões. Esses resultados ocorrem apesar de o governo boliviano ter desembolsado cerca de US$ 4,3 milhões para cobrir despesas essenciais. 

Segundo o CEO da companhia aérea, Ronald Casso, a solução para isso é um “redesenho institucional”. No entanto, a BoA teve um mês de janeiro positivo e as operações devem voltar ao normal em meados do ano e, assim, recuperar progressivamente o que foi perdido em 2020, mas não sem que hajam mudanças.

Uma das consequências deste processo, além de despedir pilotos e funcionários de aeroporto ou deixar alguma aeronave no solo por falta de peças sobressalentes, é a redução das operações e a consequente redução do salário de quem ficar, o que foi definido por Casso como “um assunto desagradável, mas um sacrifício necessário para manter a empresa viva”.

Casso ainda disse que eles buscarão “mudar a estrutura piramidal para uma estrutura mais plana, trabalhando em equipes para otimizar os recursos”.

Enquanto as águas passam, a BoA “faz limonada com os limões que têm”. Na sexta-feira passada a empresa diminuiu a frequência semanal de voos entre Santa Cruz de la Sierra e São Paulo. A rede atual do BoA na Bolívia cobre Tarija, Cobija, Yacuiba, La Paz, Cochabamba, Oruro, Sucre, Trinidad e Uyuni. Internacionalmente, voa para Buenos Aires, São Paulo, Madrid e Miami.

Sua frota consiste em cinco Boeing 737-300s, um B737-700, quatro B737-800, três B767-300 e um CRJ 200.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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