Brasil finalmente resolve limitar a entrada de estrangeiros pelos aeroportos

Com semanas de atraso, o Brasil finalmente começará a restringir a entrada de estrangeiros em voos internacionais como medida para combater a disseminação do coronavírus, anunciou nesta quinta-feira, 19, o ministro da Justiça, Sergio Moro. Os detalhes da medida, que se aplica para estrangeiros de países europeus e asiáticos serão publicados na sexta-feira no Jornal Oficial da União (DOU).

O Ministro Sérgio Moro apontou que um fechamento completo do espaço aéreo, como outros países adotaram, não é apropriado no momento para o Brasil, devido ao transporte de carga e produtos e porque milhares de brasileiros que estavam no exterior para o turismo ainda precisam retornar ao país.

“Os voos para o Brasil não podem ser proibidos. Seria, em nossa opinião, contraproducente”, disse Moro, para quem a medida não levará em conta a nacionalidade dos estrangeiros, mas o país de origem e a respectiva incidência de COVID-19.

Primeiro caso do Brasil foi de executivo que esteve na Itália

Quando o Brasil registrou seu primeiro caso da Covid-19, no final de fevereiro, logo descobriu-se que o paciente havia estado na Itália, especificamente na região da Lombardia, para uma viagem de negócios. Naquele momento, o surto do vírus chinês já começava a crescer e fazer suas primeiras vítimas naquele país.

O que se viu em seguida no mundo, numa velocidade avassaladora, foi o crescimento vertiginoso de novos casos confirmados ao redor do mundo, seguido de decisões drásticas de governos e empresas para restringir a circulação de pessoas e a disseminação do vírus.

No dia 11, a OMS declarou a pandemia da Covid-19 e em 13 os Estados Unidos decidiu fechar as fronteiras para passageiros vindos da Europa. A medida de Trump foi rapidamente copiada em muitas partes do mundo, resultando em centenas de milhares de voos cancelados.

A decisão do Brasil vem num momento bastante tardio, mas esperamos que seja efetivo para o bem de todos. Nesse momento, apenas Afeganistão, Andorra, Barbados, Bielorússia, Botswana, Burkina Faso e Cuba não têm restrições de voos.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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