Brasileiros estão mais confiantes em voltar a voar do que a maior parte do mundo, aponta pesquisa

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Cabine Avião Comercial Passageiros
Imagem: OrnaW / Pixabay

Os hábitos de voo no mundo todo devem mudar drasticamente a longo prazo por conta da Covid-19, e no Brasil não seria diferente. De acordo com um levantamento global, 85% dos passageiros aéreos brasileiros não esperam retornar às suas rotinas de viagem anteriores, mesmo após o fim da pandemia.

Apesar disso, os resultados do levantamento mostram que os brasileiros estão bem à frente da maior parte do mundo na confiança para voltar a voar. Esta é uma das principais conclusões da nova pesquisa encomendada pela Inmarsat, companhia com atuação mundial em comunicações móveis globais por satélite.

A pesquisa

Passenger Confidence Tracker é a maior pesquisa mundial focada em passageiros de companhias aéreas desde o início da pandemia. Os dados refletem os hábitos e as estimativas de 9.500 entrevistados de 12 países – incluindo o Brasil – sobre o futuro das viagens por avião.

Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados nestes 12 países se sentem satisfeitos com a resposta da indústria da aviação aos desafios da Covid-19, enquanto no Brasil o número sobe para 62%. Com resultados como este, a pesquisa revela áreas de oportunidade para as companhias encorajarem as pessoas a retomarem suas viagens.

Niels Steenstrup, Vice-Presidente Sênior da Inflight Business & Americas Market Capture da Inmarsat Aviation, disse: “Uma mudança fascinante no comportamento de viagens já está em andamento no Brasil e em todo o mundo, que pode ver as viagens aéreas totalmente remodeladas.

“Nossa pesquisa nos diz que, atualmente, as pessoas no Brasil estão entre as mais confiantes para voltar aos céus e estão entre as que têm menor probabilidade de voar menos no futuro como resultado da pandemia – ambos sinais encorajadores para as companhias aéreas da região.

“No entanto, os resultados revelam que a reputação da companhia aérea e a experiência do passageiro são de crescente importância para este grupo. Há uma oportunidade clara para as companhias aéreas implementarem soluções digitais que podem aumentar a confiança, minimizando os pontos de contato na viagem, enquanto garantem que os passageiros continuem conectados e entretidos.”

Apenas cerca de um terço (34%) dos entrevistados globais ​​pegaram voos comerciais desde o início da pandemia, o que parece apontar para uma mudança de atitude em relação às viagens. Quatro em cada dez passageiros (41%) esperam viajar menos por qualquer meio de transporte e um terço (31%) planeja fazer menos voos.

Apesar da mudança, existem sinais antecipados de que os viajantes brasileiros estão começando a se sentir confiantes para voar novamente.

Confiança para voar

No Brasil, 63% dos entrevistados já planejam voar novamente nos próximos seis meses – acima da média global de 47%. Os entrevistados no Brasil também foram os menos propensos a dizer que voarão menos no futuro como resultado da pandemia, com apenas 20% (contra 31% globalmente) declarando planos de voar menos no futuro.

Tabela Inmarsat
Fonte: Inmarsat

O estudo revela uma variação significativa em todo o mundo no que diz respeito à confiança dos passageiros em voar durante a pandemia. Húngaros, britânicos e brasileiros estão entre os mais confiantes, com 26%, 16% e 13%, respectivamente, afirmando que embarcariam hoje. Por outro lado, os sul-coreanos estão entre os menos confiantes: mais de um terço (35%) deles esperam não voar novamente até que a Covid-19 desapareça.

Além disso, os passageiros parecem estar mais preocupados em se infectar pelo vírus no exterior do que dentro do avião.

Menor contato nos procedimentos da aviação

Muitas pessoas acreditam que correm um risco maior de contágio em outros tipos de ambientes, como academias e transportes públicos, do que a bordo das aeronaves. Pesquisas recentes da IATA (International Air Transport Association), de fato, corroboram com essa percepção, sugerindo que as pessoas estão mais propensas a serem atingidas por um raio do que a contrair a COVID-19 em um avião.

Embora os entrevistados se sintam bastante confiantes em relação ao controle de passaportes, à segurança e à comunicação com a tripulação de cabine, o estudo também mostra que eles se sentem menos confortáveis para ir ao banheiro durante o voo e ficar perto de outras pessoas.

A pesquisa indica ainda que soluções voltadas a minimizar os pontos de contato e as interações físicas seriam mais eficazes para ganhar a confiança dos passageiros como, por exemplo, a implementação de sistemas de pagamento a bordo sem contato humano e filas de segurança espaçadas.

Quando se trata de garantir a segurança pessoal, os passageiros entrevistados ​​parecem discordar da quarentena automática de 14 dias. Em vez disso, os resultados mostram o desejo de um conjunto consistente de medidas para tornar a viagem mais segura – como coberturas faciais obrigatórias ou um teste aplicado 48 horas antes da viagem.

Reputação das empresas aéreas

Mais da metade dos brasileiros entrevistados (55%) afirma que a reputação é agora um fator mais significativo na escolha de uma companhia aérea do que antes da pandemia. Portanto, se diferenciar e ganhar uma vantagem competitiva nunca foi tão importante para as companhias.

A pesquisa destaca que melhorar a experiência a bordo é uma maneira de conseguir isso. Do espaço extra para as pernas (55%) à bagagem grátis (54%), os serviços de valor agregado estão se tornando cada vez mais importantes para os passageiros brasileiros que retornam aos céus.

As soluções digitais estão rapidamente cada vez mais essenciais para uma experiência agradável a bordo, com quase quatro em cada dez (39%) entrevistados concordando que hoje o serviço de Wi-Fi é mais importante do que nunca. Essa percepção é mais significativa para indianos e brasileiros, com 55% e 51%, respectivamente.

Alertas de status de destino, rastreamento de bagagem em tempo real e pré-liberação da imigração no avião – todos habilitados pela conectividade da cabine – estão entre os principais novos aspectos da viagem que os passageiros desejam manter após a pandemia.

Informações da Inmarsat

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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