Cabo Verde Airlines volta aos céus a partir do dia 1º de julho

A linha aérea cabo-verdiana já tem data para a retomada das operações após mais de três meses de paralisação, por conta da pandemia do novo coronavíus, a aérea deve voltar a voar a partir do primeiro dia de julho.

Cabo Verde Airlines Divulgação

E o primeiro voo será para um destino premium da empresa: Paris. Voos para o Brasil também estão previstos, mas apenas a partir de outubro e com um único destino, a cidade de Recife. Falamos desse voo recentemente.

Falando no último dia 16 para o Expresso da Ilhas, Erlendur Svavarsson, presidente do conselho de administração e diretor executivo da aérea, declarou que a operação está sujeita a restrições e a concessão de permissões.

Svavarsson também ressaltou que a aérea está trabalhando para retomar os voos no dia 1º de julho, mas que, no momento atual, todas as operações na aviação e turismo estão sujeitas à aprovação do governo nos dois extremos de cada voo.

A aérea cabo-verdiana suspendeu todas as suas operações internacionais a partir de 19 de março, no esforço do combate a pandemia.

O planejamento prevê que além dos dois voos semanais para Paris, entre julho e agosto a aérea pretende retomar as ligações com Lisboa, em quatro frequências semanais, e dois voos por semana para Boston, nos EUA.

O Brasil também não deverá ficar de fora, com ligações uma vez por semana a serem retomadas para as cidades de Fortaleza (ainda sem previsão) e Recife. Além dos destinos brasileiros, a empresa quer também voltar a voar uma vez por semana para Milão, e retomar os voos para Dakar, no Senegal, três vezes por semana, destaca o periódico.

Porém, a aérea reitera que tudo depende de aprovações governamentais na origem e no destino, e a frequência dos voos dependerá da demanda.

Nacionalização fora dos planos

Ainda de acordo com outra matéria do Expresso da Ilhas, o Governo de Cabo Verde, falando através do vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, descartou, no último final de semana, a nacionalização da companhia, e demonstra desejo na sua manutenção.

Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, admitiu que o cenário é severo tanto para a Cabo Verde Airlines como para qualquer companhia aérea, e que o Estado, como acionista da empresa, terá de trabalhar junto com o parceiro estratégico (Lofleidir Cabo Verde) para reposicioná-la para o cenário pós-pandemia.

Correia garantiu que o Governo de Cabo Verde tem todo o interesse em manter a aérea, mas que é preciso esclarecer que a nacionalização da empresa está fora dos planos do Executivo.

Em março de 2019, o Governo de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública Transportes Aéreos de Cabo Verde para a Loftleidir Cabo Verde. Outra parcela do Governo, de 10%, foi vendida em 2019 a trabalhadores e emigrantes cabo-verdianos.

Rodnei Diniz
Engenheiro aeronáutico e mecânico, atuante em gestão de manutenção aeronáutica, aviação geral, executiva e comercial. Atento aos detalhes, gosta de ler e escrever sobre a história da aviação.

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