Câmera flagra momento em que um raio atinge a pista do aeroporto de Guarulhos

Receba essa e outras notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

Foto Golf Oscar Romeo – Reprodução YouTube

No ar há algumas semanas, a câmera do canal Golf Oscar Romeo do YouTube, apontada para as pistas do maior aeroporto do Brasil, já virou uma febre, com milhares de espectadores. Além de registrar pousos e decolagens em Guarulhos, o canal já registra diversos flagras, como o de hoje.

O novo vídeo carregado pelo canal nesta segunda-feira, 8 de março, mostra o exato momento em que um raio atinge em cheio a pista durante uma escura tarde de verão, uma época em que as tempestades são típicas na Grande São Paulo.

Assista ao vídeo:

Em nota, a concessionária do aeroporto comenta a ocorrência:

“A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informa que na tarde de ontem, 8 de março, fortes chuvas caíram na região do aeroporto e um raio atingiu uma das pistas do aeródromo. Imediatamente foi acionada nossa equipe de pavimentação para reparo. O incidente não impactou as atividades e as operações do aeroporto.”

Raio é perigoso para a aviação?

Em uma ocasião recente, um raio causou um buraco na pista de Viracopos, em Campinas, mas raramente tal descarga será perigosa para a aviação, mesmo sendo um fenômeno que mostra a força da natureza e que impressiona a quem testemunha.

Dentro dos aviões, testemunhas contam que é possível ver um flash e ouvir um barulho alto quando um raio atinge a aeronave. Além disso, nada de sério deve acontecer por causa da cuidadosa proteção contra raios projetada nas aeronaves modernas e em seus componentes sensíveis. Inicialmente, o raio acertará uma extremidade, viajará através da fuselagem exterior condutiva e das estruturas da aeronave e sairá de alguma outra extremidade, como a cauda. Os pilotos ocasionalmente relatam oscilações temporárias de luzes ou interferência de curta duração nos instrumentos.

Estima-se que, em média, cada avião da frota comercial do Brasil seja atingido por um raio mais de uma vez por ano, embora nem sempre seja totalmente perceptível.  A maioria dos revestimentos de aeronaves contém alumínio, que conduz eletricidade muito bem. Algumas aeronaves modernas são feitas de materiais compostos avançados, que por si só são significativamente menos condutores do que o alumínio. Nesse caso, os compostos contêm uma camada embutida de fibras condutivas ou telas projetadas para transportar correntes elétricas.

A outra área principal de preocupação é o sistema de combustível, onde até mesmo uma pequena faísca pode ser desastrosa. Nesse caso, os engenheiros tomam precauções extremas para garantir que as correntes de raios não possam causar faíscas em qualquer parte do sistema de combustível de uma aeronave. 

O revestimento da aeronave ao redor dos tanques de combustível é espesso o suficiente para resistir a fortes temperaturas. Todas as juntas estruturais e fixadores devem ser bem projetados para evitar faíscas. As portas de acesso, tampas de enchimento de combustível e quaisquer aberturas devem ser projetadas e testadas para resistir a raios. Todos os tubos e tubulações que transportam combustível para os motores, e os próprios motores, devem ser protegidos contra raios. Além disso, novos combustíveis que produzem vapores menos explosivos são amplamente usados.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias

Qatar Airways perde o posto de maior operadora do Airbus A350

0
A empresa sediada em Doha acaba de perder o posto de maior operadora mundial do ultramoderno Airbus A350 XWB para a Singapore Airlines