Carga aérea mundial manteve recuperação em setembro, informa IATA

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Avião Boeing 747-400F Polar Air Cargo
Imagem: Tomás Del Coro / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A movimentação de carga aérea no mundo continuou em ritmo de recuperação em setembro, informa nesta quarta-feira, 4 de novembro, a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA). Os números, contudo, continuam ainda abaixo do registrado no mesmo período de 2019.

De acordo com os dados da IATA, a demanda global por carga aérea, medida em toneladas-km de carga (CTKs), ficou 8% abaixo do observado em setembro do ano passado. A queda chega a 9,9% para operações internacionais. O resultado representa uma melhora ao registrado em agosto na comparação ano a nano, quando a retração foi de 12,1%. Na comparação direta com agosto, a demanda cresceu 3,7% em setembro.

A capacidade global das aeronaves para transporte de carga, medida em toneladas-km de carga disponível (ACTKs), é 25,2% menor em setembro em comparação com mesmo período do ano anterior. Essa redução é quase três vezes maior do que a contração da demanda, o que, segundo a IATA, indica uma grave falta de capacidade no mercado aéreo. Com isso, a taxa de utilização das aeronaves foi 10,6% maior que em 2019, chegando a 56,9%.

No acumulado de janeiro a setembro, em relação a 2019 a demanda caiu 13,2% e a capacidade de transporte recuou 24,7%. Com isso, o índice de ocupação das aeronaves aumentou sete pontos percentuais e fechou o período em 53,3% de utilização.

O Diretor Geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac, disse que o volume de carga aérea caiu em relação a 2019, mas o setor ainda está melhor que as dificuldades extremas do negócio de passageiros.

“Para carga aérea, 92% dos negócios ainda estão lá, enquanto cerca de 90% do tráfego internacional de passageiros desapareceu. Os indicadores favoráveis ​​para a alta temporada de final de ano apoiarão a recuperação contínua da demanda”, informa o executivo. “As operadoras norte-americanas e africanas já estão relatando ganhos de demanda, mas o desafio continua sendo a falta de capacidade”.

Informações da IATA

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Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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