CENIPA revela o que ocorreu com o avião que “perdeu” o trem de pouso em voo em Maringá

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Imagem: Divulgação – Corpo de Bombeiros (PR)

Conforme apresentamos aqui no AEROIN no último dia 12 de setembro, informações muito estranhas circularam por grandes jornais locais e nacionais depois que um avião fez um pouso de emergência no Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá (PR).

Na ocasião, a aeronave de instrução modelo Piper PA-34-200, popularmente conhecida como Seneca, registrada sob a matrícula PT-KDH, pousou “de barriga” em função de um problema técnico com seus trens de pouso.

Como foi possível notar no vídeo do pouso de emergência (clique aqui caso você queira revê-lo), os dois ocupantes – aluno e instrutor de voo – evacuaram rapidamente a aeronave em função de risco de incêndio, e o Corpo de Bombeiro agiu prontamente para que o incêndio não eclodisse.

Porém, diante de informação de que o Seneca pousou “sem o trem de pouso”, uma expressão comum na aviação quando alguma pane da aeronave impede que ele seja baixado, houve a incorreta interpretação de que a aeronave “perdeu” o trem de pouso em voo.

Naquele dia, explicamos que, embora não seja impossível que um avião perca seu trem de pouso caso haja algum problema técnico grave, tal ocorrência é extremamente improvável. Quantas vezes você já ouviu falar de um avião perdendo o trem de pouso em pleno ar?

Assim, passada a ocorrência, aguardamos até que ela fosse reportada e cadastrada junto ao CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), e hoje apresentamos a seguir o que foi revelado pelo órgão sobre o caso, classificado como “Incidente Grave”.

Segundo o relato oficial:

“A aeronave decolou do aeródromo Silvio Name Junior (SBMG), Maringá, PR, para realização de voo de instrução com toque e arremetida no aeródromo de Presidente Prudente (SBDN), SP, e retorno ao aeródromo de origem, por volta das 12h00min (UTC), com um instrutor e um aluno a bordo.

Ao chegar a SBDN não ocorreu o baixamento do trem de pouso. O instrutor decidiu retornar para SBMG onde efetuou o pouso com os trens de pouso, principais e auxiliar, recolhidos. A aeronave teve danos leves, restritos à parte inferior da fuselagem. Os tripulantes saíram ilesos.”

Nota-se, portanto, como era de se esperar, que apenas houve uma pane que impediu que o trem de pouso fosse abaixado, e não uma perda de qualquer componente em voo.

Relatos de testemunhas ao AEROIN, por sinal, indicam que o Seneca foi levantado no próprio local em que parou após o pouso, e então seus trens de pouso foram baixados para que ele fosse retirado da pista movimentando-se sobre seus próprios pneus, que continuavam bem ali, devidamente fixados à aeronave.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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