CEO de empresa aérea diz que é preciso abrir fronteiras, mesmo que alguns morram por isso

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Jayne_Hrdlicka Virgin Australia
Jayne Hrdlicka, CEO da Virgin Australia – Imagem: Jetstar Airways / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A presidente-executiva da Virgin Australia, Jayne Hrdlicka, em um comentário infeliz, pediu a abertura das fronteiras internacionais, mesmo que isso significasse algumas mortes por conta da COVID-19 e, com isso, internautas do Twitter acabaram pedindo o boicote da companhia aérea.

Jayne, que participava de um evento de negócios, afirmou que o governo australiano deveria flexibilizar as restrições de viagens internacionais, que estão previstas até 2022, alegando que isso deveria ser feito junto ao cronograma de vacinação do país.

Conforme relata o Paddle Your Own Kanoo, a CEO diz que, mesmo com as pessoas vacinadas e as vacinas sendo altamente eficazes, pessoas poderiam vir a ficar doentes e posteriormente morrerem caso uma flexibilização nas viagens internacionais fosse feita.

“Algumas pessoas podem morrer, mas será bem menor do que com a gripe. Estamos esquecendo o fato de que aprendemos a conviver com muitos vírus e desafios ao longo dos anos e temos que aprender a conviver com isso.”, Disse Jayne Hrdlicka.

A presidente ainda faz referência ao termo ‘eremita’, ao falar sobre as restrições nas fronteiras que estão fechadas, mantendo o povo da Austrália isolados do resto do mundo.

“Todos ficaremos mais doentes do que nunca, porque não estamos expostos ao vírus e aos desafios do resto do mundo. Precisamos abrir as fronteiras para a nossa saúde e para a economia.”, completou Jayne Hrdlicka.

A Virgin Australia não comentou diretamente sobre a fala da presidente-executiva, mas fez uma publicação em sua conta oficial do Twitter na última segunda-feira, dia 17 de maio, dizendo que a segurança de seus clientes sempre foi prioridade número um, e que nada mudaria tal preocupação.

Ela ainda ressalta que trabalha em conjunto com os governos estaduais e federal para colocar a saúde e a segurança dos australianos em primeiro lugar, e continua fazendo isso à medida que os australianos aprendem a conviver com a COVID-19.

Tal publicação veio em um momento acalorado entre internautas do Twitter, que condenaram duramente os comentários da presidente-executiva por colocar lucros financeiros à frente de vidas humanas. Os internautas movimentaram as redes sociais, estando em alta uma chamada para boicotar a companhia australiana.

Flexibilização das fronteiras

Em uma entrevista a repórteres na terça-feira, dia 18 de maio, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que vem rejeitando os apelos da comunidade empresarial da Austrália para uma rápida flexibilização e completou:

“Eu entendo que todos estão ansiosos para voltar a uma época que conhecemos, mas a realidade é que estamos vivendo neste ano uma pandemia pior do que no ano passado.”

Apesar de a maioria dos australianos estar de acordo e confortável com as restrições impostas pelo governo, visando proteger seu país, outra parte começa a questionar toda a demora da flexibilização por parte da Austrália e se perguntar qual será o momento da abertura total das fronteiras.

Juliano Gianotto
Ativo no Plane Spotting e aficionado pelo mundo aeronáutico, com ênfase em aviação militar, atualmente trabalha no ramo de fotografia profissional.

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