Chegou ao Brasil hoje o terceiro Boeing 737-800 da GOL com interior na cor verde

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes recebeu na manhã de hoje, 2 de novembro, o terceiro dos sete Boeing 737-800 em regime de sub-arrendamento. A aeronave aterrissou em Belo Horizonte ainda com o prefixo holandês PH-HZN e passará pelo processo de nacionalização, quando receberá a matrícula brasileira PR-GZR.

Outros dois jatos do mesmo modelo já estão no Brasil, tendo aqui chegado em 11 e 26 de outubro e a eles lhes foram dados os registros finais PR-GZQ e PR-HSW, respectivamente. No entanto, apenas o primeiro já está voando na malha aérea da empresa.

Rota da aeronave realizada nesse sábado, 2 de novembro

Eram 5, agora são 13

Espera-se que os próximos continuem chegando nesse ritmo para que a frota esteja completa na alta temporada de verão brasileira. Inicialmente, era previsto que cinco aeronaves ex-Transavia chegassem ao Brasil a partir de novembro, mas esse número já aumentou para treze, alugadas também de outras empresas.

Não é por coincidência que treze também é o número de Boeing 737 MAX 8 que a Gol tem parados nos pátios de Confins e da Boeing. Os MAX estão parados desde março desse ano em todo o mundo, depois dos dois acidentes fatais na Indonésia e Etiópia, e não há perspectiva clara de quando voltam a operar. Enquanto isso, as empresas aéreas têm que se virar, buscando por aeronaves fora de uso, mais antigas ou em sub-arrendamento, como está fazendo a Gol.

PH-HSG (delivered 01-05-2012)

Outro fator que afetou as operações da empresa brasileira recentemente foi a necessidade de retirar de operação um punhado – cerca de 10 – de Boeing 737-800 NG, em observância à recomendação da Boeing de realizar inspeções nas asas devido a rachaduras.

Por dentro eles são verdes

Além da pintura externa não estar no padrão da Gol, outro detalhe que chama a atenção nessas aeronaves da Transavia é o seu interior, totalmente na cor verde, no padrão da empresa holandesa. De fato, por se tratar de um aluguel por tempo determinado (até os MAX serem liberados), então não fazia sentido a empresa brasileira gastar dinheiro com a padronização.

Até que ficou bonita a combinação do laranja com o verde.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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