Início Indústria Aeronáutica China ainda tem ‘grandes preocupações’ sobre o 737 MAX da Boeing

China ainda tem ‘grandes preocupações’ sobre o 737 MAX da Boeing

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Boeing 737 MAX-8 da Air China – Imagem: Anna Zvereva / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A Administração de Aviação Civil da China (CAAC), órgão que regulamenta e supervisiona os voos civis no país, afirmou nessa semana que ainda está preocupada quanto à segurança operacional dos Boeings 737 MAX. O órgão ainda realizará uma revisão final do modelo, e só irá dar prosseguimento quando todos os problemas forem totalmente resolvidos.

Segundo a Global Times, no dia 1º de março, em uma coletiva de imprensa em Pequim, Dong Zhiyi, vice-chefe da CAAC, ressaltou que as autoridades do país mantém uma comunicação constante com a americana Boeing e também com a Administração Federal de Aviação (FAA), órgão responsável pelos regulamentos da aviação civil nos Estados Unidos. Tal contato diz respeito às “principais preocupações de segurança” do modelo 737 MAX, indicando que o país ainda não está pronto para liberar as aeronaves.

Dong Zhiyi disse que, a partir da situação atual, as principais questões levantadas pelo CAAC não foram totalmente atendidas e, por esse motivo, a revisão tecnológica relevante não entrou na fase de aeronavegabilidade certificada.

Ainda ressaltou que, antes de qualquer autorização para a aeronave retomar suas operações no país, toda modificação de design destinada a corrigir os problemas devem passar pela aprovação de aeronavegabilidade e os pilotos devem receber treinamento de voo adequado.

Boeing 737 MAX

Dong acrescenta que “A revisão técnica ainda não entrou na fase de certificação e teste de voo”. Ainda não está certo quando isso poderá acontecer, mas sabe-se que só irá ocorrer quando todas as preocupações quanto à segurança forem esclarecidas.

A China foi o primeiro país a colocar todos os Boeings 737 MAX em solo, proibindo-os de voar. A medida foi tomada após os acidentes da Lion Air em outubro de 2018 e da Ethiopian Airlines em março de 2019, segundo investigações, todos ligados aos problemas de software do modelo da Boeing.

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