China Southern planeja voar para América do Sul em breve

A China Southern Airlines planeja mais que dobrar o tamanho de sua frota para 2.000 aeronaves até 2035 e está explorando maneiras de cooperar com as companhias de baixo custo, disse seu presidente-executivo em uma conferência na segunda-feira. E a América do Sul está nos planos de curto prazo da empresa aérea.

avião Boeing 787 China Southern

Imagem: Flickr / R.K.C. Photography




Tan Wangeng, Presidente da China Southern, disse à conferência World Routes que a maior companhia aérea chinesa em número de passageiros pretende voar para a América do Sul nos próximos três anos, segundo o site oficial da conferência.

“Até 2020, haverá 200 milhões de turistas de saída da China. Isso nos oferece muitas oportunidades de desenvolvimento”, disse Tan em conferência em Guangzhou. “Planejamos ter 1.000 aeronaves até 2020 e, em 2035, aumentaremos para 2.000”.

A empresa informou no mês passado que contava com uma frota de 786 aeronaves de passageiros e carga no final de junho. Tan disse que a companhia está procurando maneiras de lidar com um número crescente de operadoras de baixo custo, especialmente na China e no sudeste da Ásia, onde competem por participação de mercado.

“Todas as grandes companhias aéreas precisam de parceiros e estamos analisando a possibilidade de estabelecer mais joint ventures. Ainda não tentamos com operadoras de baixo custo, mas estamos avaliando como cooperar com elas”, disse ele.

As companhias aéreas chinesas, incluindo as principais rivais da empresa, a Air China e a China Eastern Airlines, vêm expandindo agressivamente suas frotas e lançando novas rotas em resposta à crescente demanda de viagens no país.

Com isso, os lucros no transporte de passageiros estão caindo em algumas rotas devido à maior concorrência e ao impacto de uma capacidade maior. Por isso, a China Southern busca por novas rotas ao redor do mundo.

A China Southern não anunciou destinos específicos, mas não existem, atualmente, serviços diretos entre China e Brasil, colocando o país como um mercado em potencial. A única chinesa a operar no país é a Air China, que realiza voos com escala em Madri.

 
Com informações da Reuters.
 

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Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.