Com 230 Boeing 737 MAX na carteira, aéreas chinesas vão ter que esperar para voá-los

Foto de Alan Wilson, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Mesmo com mais de 230 unidades do Boeing 737 MAX na carteira de pedidos total, muitos dos quais já entregues, mas sem poder voar, as companhias aéreas chinesas terão que esperar um pouco mais para que possam pôr suas mãos neles novamente.

E Pequim, o regulador de aviação da China ainda não liberará que o problemático jato da Boeing voe, devido a preocupações com a segurança, apesar dos EUA suspenderem a proibição de voos comerciais com o modelo. Em março do ano passado, a China foi a primeira a suspender voos da aeronave. 

A Administração de Aviação Civil da China (CAAC) confirmou na na sexta-feira (20) o mesmo que já havia dito anteriormente, de que “não havia um cronograma definido” para a retomada dos voos de testes com a aeronave, de acordo com a emissora estatal CCTV, o que desferiu um golpe na gigante fabricante de aviões. 

O regulador acrescentou que os resultados das investigações sobre os acidentes mortais na Indonésia e na Etiópia “devem ser esclarecidos” e que as melhorias no projeto da aeronave devem ser “eficazes” para, então, “receber aprovação”. Feng Zhenglin, diretor da CAAC, disse em outubro que a rápida parada da aeronave pela China foi baseado na “tolerância zero” em relação a potenciais riscos à segurança. 

A Boeing disse na semana passada que espera que a China compre mais de 8.600 novos aviões no valor de US$ 1,4 trilhão nas próximas duas décadas, aumentando sua previsão à medida que as viagens domésticas na China se recuperaram aos níveis anteriores ao surto. 

Um levantamento mostra que há 234 jatos encomendados por empresas aéreas e lessors chineses.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias