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Com a crise, aluguel de avião Bombardier cai pela metade, E-Jets caem 20%, veja a lista

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INÉDITO – Um novo levantamento sobre aviação regional mostra que o valor do leasing de um turboélice da Bombardier caiu pela metade com a crise do novo coronavírus. Além disso, dentre os jatos, o Embraer E195-E1 foi quem mais perdeu valor.

Bombardier Q400
Bombardier Q400 da finada flybe em Amsterdã

O estudo foi feito por Mike Yeomans da renomada consultoria britânica IBA (International Bureau of Aviation) e foi divulgado na sexta-feira (29) durante um seminário online no qual o AEROIN se fez presente.

Segundo o levantamento da IBA, a aeronave regional que mais se desvalorizou, quando comparado o período de janeiro a maio deste ano, foi o Bombardier Q400, hoje Viking Air DHC-8-400.

A queda no valor do aluguel (ou leasing) foi de 49%, saindo de $117 mil dólares para $60 mil de custo mensal, considerando uma aeronave de 12 anos (fabricada em 2008).

Valores pré-covid em azul e pós-covid em vermelho © IBA

O mercado regional é um dos que mais deve sentir a queda na procura por viagens, já que opera com uma margem reduzida de lucro devido à demanda limitada, além de em muitas vezes as empresas aéreas dependerem de incentivos fiscais para atingir a rentabilidade numa rota.

Dentre os jatos regionais, a maior queda foi no Embraer E195-E1, com redução de 20% no valor, indo de $141 mil para $113 mil dólares mensais. Veja a lista completa, em ordem do maior queda para a menor:

Valor número dos valores antes e pós crise © AEROIN e IBA

Esta queda significativa no Q400 é seguida pelo concorrente direto ATR 72-500, e exemplifica o mencionado acima: quanto “menor” a rota em termos de potencial de passageiros, menor é a margem de lucro e maior a chance dela ser cortada.

Um exemplo disso vemos no Brasil, onde todas as companhias aéreas focaram apenas nas capitais durante o primeiro momento do estabelecimento da malha essencial da ANAC. No setor regional brasileiro, a Azul “reinava” sozinha em várias localidades e tinha uma operação com mais de 110 cidades atendidas em todo o Brasil, mas, hoje esse número não passa de 40, das quais a maioria são capitais e grandes centros urbanos.

Já a Passaredo e a MAP Linhas Aéreas (VOEPASS), puramente regionais, suspenderam por completo suas operações desde meados de março, sem previsão de volta.

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Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A