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Comandante não resiste após ficar inconsciente em voo

O comandante de uma aeronave de passageiros que, como recentemente vimos, passou mal durante um voo regular e precisou receber ajuda de um médico a bordo, tendo ficado inconsciente, não teve um final feliz.

Boeing 737-800 da Biman Bangladesh Airlines – Imagem: Shadman Samee, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Conforme você pôde ler há poucos dias aqui no AEROIN, a infeliz ocorrência a bordo do Boeing 737-800 registrado sob a matrícula S2-AEW, da companhia aérea Biman Bangladesh Airlines, aconteceu no dia 27 de agosto, no voo de número BG-22 que havia partido de Muscat, em Omã, com destino a Dhaka, em Bangladesh, com 124 pessoas a bordo.

Segundo dados obtidos pelo The Aviation Herald, a aeronave estava a 37.000 pés de altitude (cerca de 11.200 metros), sobrevoando o território indiano, quando o comandante de 44 anos, que estava no comando do voo, sofreu um problema de saúde, ficando incapacitado e inconsciente no cockpit sob suspeita de ataque cardíaco.

O primeiro oficial a bordo (copiloto) assumiu o comando da aeronave, solicitando um desvio de rota para Nagpur, na Índia, enquanto os comissários de bordo encontraram a ajuda de um médico que estava entre os passageiros e realizou manobras de reanimação.

Após cerca de 40 minutos desde a ocorrência, o copiloto pousou o Boeing 737 na pista 32 do Aeroporto Internacional Dr. Babasaheb Ambedkar sem intercorrências, e em seguida, o comandante foi transportado até o hospital.

Já no hospital e ainda sem consciência, o piloto foi levado direto para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi colocado em coma, mantido respirando por suporte ventilatório. O prognóstico não era bom, já que exames mostraram que, na verdade, ele tinha uma forte hemorragia cerebral.

Infelizmente, após algumas horas naquele mesmo dia, o piloto faleceu devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O comandante foi identificado como Nawshad Ataul Quaiyum, um experiente piloto de Boeing 737-800 da empresa aérea de Bangladesh.

A aeronave, que já havia partido de Muscat com um atraso de quatro horas, permaneceu em solo indiano por mais onze horas, pois foi necessário que uma tripulação substituta chegasse ao aeroporto para dar prosseguimento ao voo.

Em que pese a condição triste do piloto, do ponto de vista operacional o desvio, efetuado com sucesso pelo primeiro oficial do voo, ilustra a importância do treinamento para esse tipo de condição. Por conta disso, a aeronave pousou em segurança com seus 124 passageiros a bordo.

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