‘Drag queen’ perde emprego na Delta Air Lines após ativismo nas redes sociais

O ativista político Ryan Woods é mais conhecido na mídia americana como Lady MAGA, uma drag queen que sempre deu forte apoio a Donald Trump e já apareceu em vários canais de TV. No entanto, ele recentemente acabou demitido dos quadros da Delta Air Lines, onde atuava como comissário de bordo. Em entrevista recente, Woods afirma que seu desligamento é uma perseguição política por seu ativismo e apoio a Trump.

Segundo Woods, em entrevista ao canal de TV Newsmax, ele foi demitido por causa de suas postagens nas redes sociais, “ainda que nenhuma delas tenha ultrapassado os limites da decência”, diz. Sua saída acontece após oito anos trabalhando para a empresa aérea, período em que ele entende ter sempre “sabido separar o lado pessoal do profissional”.

Capitólio

À TV, Woods disse que a Delta iniciou uma investigação sobre ele em 7 de janeiro de 2021, um dia após a invasão do Capitólio. No momento do ato, que resultou em mortes, Woods estava na capital participando de um comício pró-Trump, mas numa outra região da cidade, longe do Congresso.

“Acho que é óbvio que eles começaram a investigação um dia depois dos distúrbios, embora fosse socialmente aceitável ter como alvo os apoiadores de Trump e alegar que somos perigosos. Eles disseram que minhas fotos com patriotas segurando armas – em novembro – violavam suas políticas de mídia social. Eles não policiam as redes sociais de outros comissários de bordo. Sinto que fui claramente alvo de minhas opiniões conservadoras e apoio a Trump”.

A política da Delta

A política de mídia social da Delta alerta que os funcionários representam a marca Delta, independentemente de associarem a empresa a suas postagens ou não. Dessa forma, a Delta decide o que considera ser “discurso ofensivo”. Tal prática é adotada por muitas empresas ao redor do mundo.

Woods, no entanto, vê perseguição. Ele disse que outros comissários de bordo postaram mensagens incendiárias e não foram punidos. “Os comissários de bordo publicam música online que contém a palavra “Nigga”. Eles postam “F**k Trump” e postam imagens sexualmente explícitas junto com palavrões, mas a Delta não se importa”.

Por fim, ele diz sentir falta do emprego: “Fui contratada como comissária de bordo em 2013. Foi um sonho que se tornou realidade. Nunca vou esquecer a formatura, quando minha mãe (que Deus a tenha) prendeu minhas asas no meu uniforme”.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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