Comissária de bordo perde emprego após relacionamento abusivo com mendigo

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A comissária de bordo Sarah Kershaw, de 48 anos, tinha uma carreira ilibada de 20 anos numa grande empresa aérea do Reino Unido. Em um determinado dia, por bondade, ela decidiu oferecer comida e abrigo a um homem de nome John Jackson, depois de saber que ele estava morando em uma tenda no jardim de um amigo, diz uma matéria do DailyMail.

Logo depois, eles começaram a namorar. Jackson, 47, recebeu o apelido de ‘Jacko’ da comissária e passaram a ser vistos cada vez mais juntos. No entanto, os abusos no relacionamento logo começaram. Jacko começou a vender as coisas de casa para financiar sua necessidade de álcool, drogas e jogos de azar. Ele vendeu o iPad, câmera, telefone celular e até o passaporte da comissária para angariar dinheiro.

Atemorizada àquela altura, a mulher disse que estava com muito medo de denunciar Jackson, mas criou coragem para ir à polícia somente depois de ser espancada por ele por causa de falsas alegações de que ela estava sendo infiel.

Para ver as fotos de Sarah e de John, acesse a matéria do DailyMail nesse link.

Tribunais

Enfim, no final do ano passado, a Srta. Kershaw revivia sua provação no banco das testemunhas no tribunal, quando Jackson foi condenado à 33 meses de prisão. O júri entendeu que o homem manteve a Srta. Kershaw em cativeiro durante sua aventura de dois anos, agredindo-a repetidamente, quebrando um objeto de vidro em seu rosto e despejando tinta, vinho tinto e molho sobre sua cabeça.

A juíza de condenação Sophie McKone disse a Jackson na sentença: “Você se envolveu em um comportamento que visava humilhar e a deixou com medo de você. Durante esse período, você destruiu a vida dela”.

Em nota ao tribunal, acessada pela reportagem do DailyMail, a Srta. Kershaw dizia que “o bullying contínuo que ocorreu durante todo o relacionamento me prejudicou física e emocionalmente, e fui diagnosticada com estresse pós-traumático. Desde então, estou fazendo terapia e também tomando medicamentos para tratar a depressão e a ansiedade terríveis. Quando estava com Jacko, ficava confusa sobre o porquê de estar sendo espancada e ridicularizada quando o apoiava financeiramente, apesar de ter pouco dinheiro”.

Fim na carreira

“Até recentemente, eu havia trabalhado como tripulante de cabine na British Airways por mais de 20 anos. Como resultado da maneira como ele me tratou, tirei muitas licenças do trabalho. Não poderia entrar no turno se tivesse hematomas e precisasse inventar desculpas sobre por quê eu não estava apta a voar.

“Na recente rodada de demissões, eu fui o alvo principal. Disseram-me para aceitar a demissão por causa do meu registro de baixa frequência. Agora estou aqui, tendo que procurar trabalho em um momento extremamente difícil com a pandemia.

“Estou com o coração partido, muito estressada e com dificuldades financeiras. Não tenho dinheiro para repor os itens que ele roubou de mim e que trabalhei muito para comprar”.

Em resumo

A lição da história é clara e reforça a necessidade de procurar conhecer as pessoas com quem se pretende iniciar um relacionamento. Também, é importante que a vítima relate os abusos sofridos o quanto antes, para que eles não se estendam e o agressor fique impune. Documentos do tribunal apontavam que Jacko já tinha registrados 65 crimes anteriores ao início do seu relacionamento com a comissária, incluindo agressão contra uma ex-parceira em 2017.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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