Comissária de bordo suspensa após comparar quarentena a “campo de concentração”

Uma companhia aérea suspendeu uma de suas comissárias após ela reclamar de uma quarentena em Hong Kong, afirmando se se assemelhava a um “campo de concentração”.

Ellie, reprodução Facebook

O caso aconteceu com a comissária Ellie Freeman, da British Airways, em Hong Kong, e o gatilho de toda a história aconteceu quando ela se viu obrigada a ir para um alojamento que serve de quarentena na cidade chinesa.

Segundo o jornal The Sun, a comissária ficou inconformada e foi até a rede social Snapchat para postar e expor a situação pela qual estava passando no local de quarentena. Segundo ela descreveu nas fotos que fez para a rede social, tudo aquilo “era literalmente um campo de concentração”. Na fotos publicadas pela comissária é possível ver que existe uma simples cama e uma mesa com alguns suprimentos, algo bem básico para um alojamento.

A comissária alega que foi avisada, quando já estava no hotel, de que teria meia hora para sair e que seguiria junto com o resto da tripulação para um local de quarentena. O vídeo abaixo mostra a comissária já na quarentena (espere carregar).

O motivo para isso foi uma suspeita inicial levantada de que um dos tripulantes teria quebrado a regra de distanciamento social mandatória e saído do hotel, mas isso foi negado pelo governo local e pela British. O real motivo, confirmado dias depois, foi que um dos tripulantes testou positivo para a Covid-19 e, por regra, todos que tiveram contato com ele devem ficar de quarentena e isolados.

Com isso, todos os 13 comissários e os pilotos daquele voo foram para quarentena. Os pilotos, no entanto, teriam sido liberados em seguida, o que enfureceu Ellie, por achar que tratava-se de algo injusto. A British afirmou que os pilotos só foram liberados após uma análise de risco feita pelo governo local, provavelmente porque o tripulante infectado não era piloto.

Os problemas para Ellie começaram realmente após a sua postagem no Snapchat, que viralizou e causou um pequeno incidente diplomático ao se referir ao local como um “campo de concentração”.

A British Airways, por sua vez, confirmou que os tripulantes estão em quarentena e que está fazendo o possível para melhorar o seu conforto, mas também disse que suspendeu a tripulante até que uma investigação seja concluída sobre suas denúncias.

Hong Kong é uma ex-colônia britânica e críticas a respeito prisões e “campos de concentrações” podem causar uma “indigestão diplomática” e também ir contra o código de conduta da empresa aérea.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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