Comissários de voo são afastados após amarrarem passageiro tarado com fita adesiva

Mais um caso de confusão a bordo nos EUA foi parar no noticiário, mas desta vez com um resultado negativo para a tripulação do voo.

Ao contrário da maioria dos últimos incidentes, este não ocorreu na Spirit Airlines, mas sim na sua principal concorrente, a companhia de ultra-baixo-custo Frontier Airlines, que é do grupo IndiGo, que também controla a sul-americana JetSmart.

Segundo a polícia, a confusão teria causada pelo passageiro identificado como Maxwell Berry, de 22 anos, que bebeu dois drinks durante o voo e começou a agir de maneira errática. Seu primeiro ato foi pegar um copo vazio e empurrá-lo num comissário de voo.

Logo depois, ele vomitou em si próprio, foi até o banheiro para limpar mas saiu sem camisa. Foi necessária a ajuda de uma comissária para que ele pegasse uma nova blusa que estava na sua mala de mão. O rapaz, no entanto, continuou agitado e andando pela aeronave, até que apertou os seios de duas comissárias, o que foi o limite para um comissário que viu a cena e decidiu intervir.

Durante a discussão Maxwell disse que seus pais tem “$2 milhões de dólares na conta e que não ligava para o que estava acontecendo”. Rapidamente ele foi contido com a ajuda de outros passageiros, que usaram uma fita adesiva para amarrar o jovem ao assento do avião , um Airbus A320 que ia da Filadélfia para Miami.

Ao desembarcar em Miami, a polícia local levou-o preso por três acusações de lesão corporal, contra os três comissários.

O que parecia ser mais um caso de passageiro indisciplinado tomou outro rumo quando a Frontier Airlines se pronunciou:

“Durante um voo da Filadélfia para Miami no dia 31 de julho, um passageiro fez contato físico inapropriado com as comissárias e depois agrediu um comissário. Como resultado disso, ele precisou ser contido até que o voo pousasse em Miami e as autoridades intervissem. Os comissários ficarão afastados até o fim das investigações sobre o caso, como sempre acontece nestas circunstâncias”, disse a empresa à ABC News.

A surpresa deu-se porque o afastamento não é algo comum nestes casos em que está claro que o passageiro não se comportou como deveria, mas para algumas pessoas a Frontier não gostou da maneira que ele foi detido, já que muito provavelmente o avião contava com algemas de plástico a bordo, além de ser possível prender a pessoa com o cinto de segurança.

De qualquer maneira o passageiro já foi banido da empresa e nunca mais irá voar em seus aviões.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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