Companhia aérea ameaça processar passageira que usou ‘máscara facial ofensiva’

A empresa aérea americana Alaska Airlines ameaçou processar uma passageira que foi expulsa de um voo de Seattle para Denver no dia 24 de junho. Ela foi retirada por estar usando uma máscara considerada ofensiva pela empresa aérea. Na máscara facial de tecido havia os dizeres “Trump 2020 – F***-se o que você acha“.

Segundo a empresa, a mulher resistiu aos pedidos dos comissários para trocar sua máscara e apenas o fez quando viu que seria expulsa do avião. Ela mesma filmou sua expulsão para depois publicar na internet.

A passageira foi identificada como Sara Gamache, que criou seu próprio site chamado “Expose Alaska Airlines” para compartilhar seu lado da história, assim como o de outras pessoas que foram expulsas de voos da empresa por algum motivo. Um dos vídeos, que mostra a interação dela com uma comissária de bordo já teve mais de sete milhões de visualizações no TikTok.

À mídia americana, a empresa aérea emitiu uma nota em que refutou a versão da mulher, dizendo:

“A Sra. Gamache afirma falsamente que foi removida por usar uma máscara com um slogan político pró-Trump. Na verdade, ela foi removida por se recusar a seguir as instruções dos membros da tripulação após notarem uma declaração obscena na máscara, violando a política da Alaska. Este foi o segundo incidente em que a Sra. Gamache desafiou os pedidos dos membros da tripulação para cumprir a política federal de máscaras. Em janeiro, a Sra. Gamache recebeu uma advertência por recusas repetidas de usar uma máscara apropriada. Esperamos que nossos clientes cumpram as políticas do Alasca e as leis federais ao escolherem voar conosco”.

Mais recentemente, a passageira se pronunciou em seu site. Disse que que “em vez de entrar em contato com meu marido e eu para pedir desculpas ou discutir o incidente de maneira civilizada, a Alaska Airlines fez com que sua seguradora nos enviasse uma carta ameaçadora alegando que eles podem nos processar por danos. Eles alegam que o voo foi cancelado apenas por causa do incidente.  No entanto, o voo expirou porque já havia atrasado 2 horas, devido ao tempo em Denver. 

“Nosso incidente durou apenas 15 minutos e a maior parte foi o tempo gasto procurando por sua política de vestimenta, a qual eles nunca encontraram. O avião ainda estava em processo de embarque durante minhas conversas com os comissários de bordo, então nos culpar pelo cancelamento de todo o voo é ridículo. A Alaska Airline está ameaçando nos processar pelos danos financeiros do voo cancelado se eu não remover o vídeo viral de minha mídia social. Eles também estão afirmando que meu marido não foi convidado a deixar o voo, e ele partiu por sua própria vontade. Esta é uma mentira descarada”, concluiu.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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