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Companhia aérea irá limitar exposição de tripulantes à radiação cósmica

Existe um risco para tripulantes de linhas aéreas pouco conhecido pela maioria das pessoas, no qual os profissionais desse setor estão sujeitos a um fator de risco em voos de longa distância, dependendo da altitude, duração da rota e até mesmo atividades solares.

Boeing 777 Korean Air Cargo

A radiação cósmica, potencialmente prejudicial para os humanos, é composta de partículas extremamente penetrantes com energia elevada que colidem com a atmosfera de nosso planeta, gerando uma chuva de partículas secundárias. Aos voos com maiores altitude e distâncias, geram um risco para tripulantes.

Segundo relata o AeroTelegraph, o Escritório Federal Alemão de Proteção contra Radiação alertou que os tripulantes podem, especialmente se frequentemente voarem longas distâncias nas rotas polares, receber doses de radiação bastante comparáveis ​​aos valores de dose de grupos profissionais que usam radiação ionizante ou que lidam com fontes radioativas.

Com isso, a maior companhia aérea da Coreia do Sul, a Korean Air, está desenvolvendo um programa para mitigar o risco dessas radiações aos profissionais da empresa, embora não seja possível se proteger totalmente da ameaça.

O novo programa que deve entrar em vigor em 2022 foi definido em acordo entre a companhia aérea e um sindicato da categoria, visando incluir um gerenciamento de rotas e horários dos comissários de bordo de acordo com o nível de exposição à radiação.

De acordo com o portal coreano Korea Bizwire, anteriormente os tripulantes já tinham acesso, por meio de um site interno da companhia aérea, sobre o quanto eles teriam sido expostos à radiação cósmica anualmente.

Agora, com o novo programa a ser implantado, todos esses dados serão fornecidos automaticamente a um sistema, e os comissários de bordo que atingirem o nível próximo de 6 milisievert (unidade usada para dar uma avaliação do impacto da radiação ionizante sobre os seres humanos) na exposição durante um ano serão designados para rotas curtas, com menos exposição.

Na Coreia do Sul, a exposição à radiação por parte da tripulação passou a ser reconhecida como risco ocupacional depois que um colaborador da Korean Air desenvolveu leucemia após 32 anos de serviço.

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