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Companhia do Alasca quer sair de turboélices para longos voos com Boeing 757

Um grande passo para uma empresa aérea regional americana está prestes a acontecer e, com isso, ela deve sair de aviões turboélices de 30 assentos para jatos com mais de 200 em voos ultralongos para o modelo.

Boeing 757 © Andrew W. Sieber

Estas são as pretensões do CEO da Ravn Alaska, Rob McKinney, que fez questão de divulgar a novidade num vídeo destinado à funcionários, mas que acabou vazando.

Apesar do vídeo ter ficado disponível por apenas algumas horas, antes de ter o status alterado para privado (embora ainda possa ser acessado clicando aqui), muita gente de fora da empresa conseguiu ver a filmagem de pouco mais de 9 minutos, feita de maneira amadora pelo CEO em seu próprio escritório.

Com clara exaltação e animação, Rob afirma que um grande passo será dado pela empresa após meses de estudos. Não são os aviões elétricos recém-comprados pela companhia, mas algo bem maior.

Sem delongas, o executivo vai direto ao assunto e afirma que a empresa irá adquirir jatos Boeing 757, num total de dez unidades, para operar voos internacionais e fora do Alasca, algo que a empresa não faz hoje com os turboélices Dash 8-100 (DHC-8-100), que levam no máximo 37 passageiros.

N880EA Ravn Alaska Dash8

Os aviões serão certificados para voos ETOPS (Extended-Range Twin Operations Stantards Procedures) que é uma certificação internacional extra, que permite que o jato voe com apenas um motor funcionando sobre áreas inabitadas distantes 60 minutos ou mais de um aeroporto adequado para um pouso.

Esta certificação será voltada para os voos asiáticos, principalmente para Tóquio e Osaka, que foram as primeiras cidades anunciadas. Além disso outras cidades terão voos do 757 da companhia, sendo elas Nova Iorque, Orlando, Las Vegas, Oakland (São Francisco) e Ontário (Los Angeles).

Além disso, a operação será “separada” da atual, operando no modelo de baixo-custo sob o nome North Pacific Airways.

Desde que o vídeo veio a público, a Ravn não se pronunciou sobre o assunto, o que deixou mais misterioso o tema. Vale lembrar que apesar do vídeo ter vazado no dia 29, ele foi enviado aos funcionários na sexta passada, dia 25.

Dúvidas sobre a viabilidade desta operação, que não pretende usar Anchorage no Alasca como hub, mas sim como ponto de partida e chegada de voos turísticos, começaram a surgir. A Ravn hoje é a maior empresa aérea do Alasca, já que, ironicamente, a Alaska Airlines tem sua sede em Seattle, no estado de Washington.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A